sexta-feira, 30 de maio de 2014

Música, performance e exposição marcam abertura da 3ª Bienal da Bahia

Eram 18h35 desta quinta-feira, 29, quando os toques dos tambores começaram a ecoar pelo Solar do Unhão: um aviso de que a 3ª Bienal da Bahia havia começado. O público que aguardava pelo início da programação no Museu de Arte Moderna da Bahia foi convidado a conferir a percussão de 33 alabês, embalada pela voz da cantora Inaicyra Falcão – filha de Mestre Didi (1917-2013) – e pelo violão de Maurício Lourenço.

Após a apresentação, era hora de iniciar o cortejo performático da artista portuguesa Luisa Mota, com a participação de 70 voluntários. Da concentração no MAM-BA até o Passeio Público – passando pelo Largo 2 de Julho e Rua Carlos Gomes – a procissão foi reunindo cada vez mais pessoas interessadas pela obra e curiosas pelo seu desfecho.
Cortejo-performance atraiu olhares pelas ruas do centro da capital baiana | Foto: Alfredo Mascarenhas
Já a professora Silvania Cerqueira passou por experiências anteriores na área de artes cênicas, com atuação nas ruas e foco na técnica do Teatro do Oprimido. “Já estava acompanhando a Bienal desde o início, quando vi a divulgação da performance e resolvi participar. Por conta do contexto das últimas greves em Salvador, muitas pessoas devem ter achado que era uma revolta do povo contra esta situação”, reflete.

Durante o percurso, inúmeras pessoas questionaram do que se tratava a “manifestação”. Casais que saíam dos restaurantes, garçons que indicavam o movimento aos clientes e até mesmo crianças que moravam na região pararam para registrar a cena. Uma das pessoas que acompanharam o movimento foi o filósofo Antonio Saja, que enfatiza a importância da retomada da Bienal.

“Acredito que este seja um dos eventos mais importantes dos últimos anos. Acho que isso representa, de fato, uma experiência nova e cidadã. Como Jorge Amado diz que ‘ser baiano é um estado de espírito’, Marcelo Rezende é o mais baiano neste dia”, opinou.
Ana Paula e Silvania fizeram parte da ala dos “homens invisíveis” | Foto: Alfredo Mascarenhas
Ao adentrarem pelo portão principal do Passeio Público, no Campo Grande, as cerca de 500 pessoas que acompanharam o cortejo foram recebidas pelo grupo da Universidade Livre do Teatro Vila Velha. Vestidos apenas com um tipo de saia de pano e com o torso nu pintado de vermelho, os integrantes do grupo convidaram o público a se aproximar e depois realizaram uma apresentação de música e protesto.

A programação prosseguiu com o bloco de rua De Hoje a Oito, a banda de forró Ceguêra de Nó e o show de transformistas com Mitta Lux.

Exposição itinerante

Ao mesmo tempo que as outras ações se desenrolavam, o Casarão do MAM-BA recebeu a abertura da exposição No Litoral é Assim, com 15 obras de artistas locais e internacionais, como Lina Bo Bardi, Juraci Dórea e Yoko Ono, entre outros. O vídeo Mito e Contramito da família Pernambucobaiana, de Jomard Muniz de Britto, é exibido em tempo contínuo (looping).

Uma das presenças marcantes na abertura foi a do artista Juarez Paraíso, idealizador das duas primeiras bienais, realizadas em 1966 e 1968. Segundo ele, esta 3ª edição reconhece os personagens que transformaram a Bahia em capital artística do país.

Confira o depoimento de Juarez Paraíso:

[box] “Esta Bienal traz reconhecimento a todos aqueles que, há 46 anos, sofreram e suaram para fazer duas bienais, tornando a Bahia a capital artística do país, no contexto da ditadura militar, com muito sofrimento. Acho importante a 3ª Bienal da Bahia, porque ela não é uma repetição da primeira e da segunda. Ela realmente resgata a memória dessas duas primeiras, mas tem consciência e concepção próprias. Aliás, estou até buscando esse diferencial, comparado às bienais que existem no Brasil e no mundo. É uma bienal que descentraliza a cultura, busca o povo e uma diversidade de pesquisa que vai trazer à Bahia um conhecimento que ela própria desconhecia, através do Arquivo Público e do Mosteiro de São Bento. A integração entre as atividades artísticas e a valorização da cultura afro dignifica essa 3ª Bienal e dá a ela um aspecto diferenciado. Mostra ao governo que é possível e necessário dar sequência às coisas e o maior mal dele é não dar continuidade aos projetos de governos anteriores”[/box]

Os artista Jayme Figura, um dos participantes da Bienal, também prestigiou a programação e aproveitou para falar sobre a sua obra. “Vou lançar minha banda The Farpas, com poesias de minha autoria, que declarei no movimento punk do rock n’roll. Estou muito satisfeito em produzir esse tipo de arte para a Bienal e poder trazer o meu rap metal”, antecipou ele.

Após a temporada no MAM-BA, a mostra itinerante vai circular por quatro cidades do interior baiano (Juazeiro, Alagoinhas, Feira de Santana e Vitória da Conquista) durante todo o período da Bienal, até o dia 7 de setembro.
Público conhece as obras da exposição itinerante No Litoral é Assim | Foto: Alfredo Mascarenhas
Hoje, sexta-feira, 30, acontece a abertura da Bienal da Bahia no interior. O artista Juraci Dórea, os curadores e artistas convidados, além do secretário estadual da Cultura, Albino Rubim, irão até a Fazenda Fonte Nova – situada a 30 km de Feira de Santana –, onde o artista realizará uma ocupação da Casa Museu Eurico Alves, produzindo na hora uma escultura de couro e madeira que permanecerá no local.

Além disso, haverá um encontro do Grupo Hera (poetas e escritores de Feira de Santana) com o artista pernambucano Paulo Bruscky. A escolha do local se deu por sugestão do próprio artista, que deseja atrair a atenção dos governantes e da população de Feira de Santana – sua cidade de origem e de residência – para esse espaço, onde morou o poeta Eurico Alves. Esse encontro será pontual e aberto ao público.

*Colaborou Blenda Tourinho

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Governo do estado da Bahia concede isenção de ICMS para produtos da economia solidária

Representantes do Fórum Baiano de Economia Solidária se reuniram, nesta segunda-feira (26), com o governador Jaques Wagner, na Governadoria, em Salvador, para discutir ações de fortalecimento do setor. Na reunião, convocada pelo governador durante a Conferência Estadual de Economia Solidária, realizada na semana passada, ficou acordada a isenção do ICMS para empreendimentos do setor.

Segundo a representante do fórum pela Arco Sertão, Leninha Alves, da região do sisal, a isenção do ICMS para os empreendimentos vai ser importante para o segmento. “A gente precisa disso porque os tributos são altos. Também falamos sobre a nomeação do conselho da agricultura familiar. O governador pediu o levantamento dos empreendimentos que estão em locais alugados do estado para haver a doação ou a concessão do espaço, o que vai ser importante para nós”. 

De acordo com o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcellos, há uma pauta extensa de negociação com o setor. “Uma das demandas, relativas ao ICMS, o governador já reiterou que vai conceder a isenção. Também estão sendo discutidas ações relacionadas às compras públicas, aquisição de alimentos, entre outras, que precisam de maior detalhamento das questões operacionais. Foi uma reunião muito positiva, convocada durante uma conferência regional bem-sucedida, onde foram eleitos 100 delegados para participar da etapa nacional”.



Confira a matéria sobre a III Conferência Estadual de Economia Solidária realizada em Salvador em: http://ocamataatlantica.blogspot.com.br/ 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Projeto Segundas Cineclubistas

Idealizado pela União de Cineclubes da Bahia (UCCBA) junto com a Diretoria de Audiovisual da FUNCEB (DIMAS) para formar novos cineclubistas em Salvador (BA). Sua abertura foi com o filme “Um céu de estrelas” (1996), da cineasta Tata Amaral.
A Mostra Lutas e Luto! – Cidadania no Brasil: uma história em construção, elaborou exibições semanais nas segundas e terças-feiras deste mês até setembro com programação que percorre as temáticas mulheres, diversidade, meio ambiente e movimentos sociais. Ao total, serão 25 sessões, com 25 exibições gratuitas, para dá gás aos novos cineclubistas do município.
Cineclubismo em expansão

O cineclubismo é uma prática que envolve a democratização do acesso a filmes, experimentação da linguagem cinematográfica, aprendizado social e cultural e que incentiva a produção de filmes de baixo custo. “Existe uma falta de acesso aos filmes que estão focados, em sua maior parte, em shoppings e não na rua ou na periferia”, afirma a coordenadora do projeto, Gleciara Ramos. Como exemplos de cineclubes que funcionam nas periferias de Salvador, fazendo uma mudança no cotidiano de jovens e adultos, a coordenadora lembra a parceria do projeto com o Cineclube Jaguatirica – itinerante, CineCeafro, atuante junto ao Centro de Estudos Afro no 2 de Julho, Cine Imaginário do Pelourinho, o Clã Periférico que exibe no Bairro da Paz e o Cine Manga Rosa na Ilha de Mar Grande, todos participantes da União de Cineclubes da Bahia. O projeto conta ainda com a parceria com a produtora Laboratório Audiovisual, responsável pela curadoria e para o material pedagógico impresso – críticas e aproveitamento pedagógico.
Cinema e educação

Para o professor e integrante do Cine Imaginário, Jorge Souza, debatedor convidado para as sessões do projeto, o cinema é a junção de imagem e som que traduz diversas expressões artísticas trabalhadas em sala de aula. “O conteúdo dos filmes tem diversidade cultural e artística de disciplinas escolares articuladas na linguagem cinematográfica”, explica o professor. “Porém, essa aproximação entre cinema e educação se pauta em compreensões pedagógicas libertárias e por este caminho a curadoria opta por filmes que viabilizem a abordagem de personagens sob as óticas da individualidade ou singularidades – se preferirem, da alteridade e da sociedade”, afirma uma das curadoras do projeto Daniela Fernandes.

Formação de Cineclubistas

O projeto prevê, além da exibição de filmes, a distribuição de material de aproveitamento pedagógico e crítica cinematográfica. O passo da formação cineclubista também conta com apoio de redes sociais online para acompanhamento de interessados em formar seus próprios cineclubes.

domingo, 25 de maio de 2014

Setre / BA lança documentário Economia Solidária para um Mundo Melhor durante III Conferência Estadual de Economia Solidária

O documentário mostra a importância do segmento para a sustentabilidade de milhares de famílias e, em especial, revela as políticas públicas implementadas a partir de 2007 pelo Governo da Bahia.

O filme mostra a importância deste segmento da economia para a sustentabilidade de milhares de famílias e, em especial, revela as políticas públicas implementadas a partir de 2007 pelo Governo da Bahia, por meio da Superintendência de Economia Solidária da Setre.

Traz exemplos de sucesso e práticas de economia solidária na capital e interior com programas que atendem a dezenas de milhares de empreendedores populares individuais e coletivos, oferecendo gratuitamente formação, assistência técnica, crédito e apoio à comercialização.

O documentário promove também os resultados das articulações e as integrações entre os órgãos governamentais e destes com a sociedade civil, visando a consolidação da economia solidária como alternativa viável ao desenvolvimento fundada nos princípios da sustentabilidade e da solidariedade.

Um dos principais mecanismos de implementação desta política são os Centros Públicos de Economia Solidária, uma iniciativa pioneira em âmbito estadual em todo o país que promove o acompanhamento a empreendimentos econômicos solidários formais ou não, com vistas à sua permanência como alternativa de geração de renda.

Para asistir o documentário acesse o link abixo:


quinta-feira, 15 de maio de 2014

XVI Edição do Festival 5 Minutos

Criado em 1994 com o objetivo de incentivar a produção audiovisual em curto formato, o então“Festival de Vídeo – A Imagem em 5 Minutos”marcou a história do audiovisual baiano nos seus 16 anos de realização através da promoção de mostras compostas por vídeos que concorriam a premiações em dinheiro. Em pouco tempo cresceu e, já a partir de sua terceira edição, abriu-se a produções de outros Estados, proporcionando o início de um frutífero intercâmbio entre realizadores de todo o país.

Hoje, o conceito do evento foi significativamente ampliado e, além de exibir e premiar vídeos, selecionados através de edital público, adquiriu um caráter múltiplo, baseado em dois conceitos fundamentais: de um lado a liberdade — de formatos, gêneros, técnicas e temas — e, de outro, a permanente expansão na exploração da linguagem audiovisual — seja territorial, tecnológica, de narrativas ou de suportes, incorporando a vídeoarte, o videomapping e a videoinstalação.

O Festival tradicionalmente seleciona 50 vídeos para participação na Mostra Competitiva, dos quais 04 (quatro) serão premiados em conformidade com os critérios fixados no edital, observando-se a ordem e valores a seguir: 1º lugar - Prêmio Walter da Silveira no valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais); 2º lugar - Prêmio Alexandre Robatto no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais); 3º lugar- Prêmio Roberto Pires no valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais); Prêmio Vito Diniz: com valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), para o Melhor Vídeo de Jovem Realizador, escolhido dentre os participantes que tenham até 21 anos de idade.

Com a presença de instituições, artistas e pesquisadores do Brasil, o projeto fomenta a experimentação na área e a difusão da produção audiovisual brasileira, além da formação de novos profissionais para o audiovisual através de suas oficinas. A programação, totalmente gratuita, movimenta diversos circuitos de exibição em diferentes regiões dentro da própria Salvador e em 13 cidades do interior do Estado, com destaque para as edições expandidas nas cidades de Paulo Afonso, Vitória da conquista e Cachoeira com a realização da Mostra Competitiva, Oficinas e Intervenções Urbanas numa proposta de re-significação de espaços urbanos através da linguagem audiovisual.

Cineclube Mocamba de Itabuna é selecionado para participar da 3ª Bienal da Bahia

Cineclubes da Bahia, através da União Cineclubes da Bahia irão participar da 3ª Bienal da Bahia. Na capital foram inscritos 09 cineclubes e no interior 13 totalizando 22 cineclubes. No Litoral Sul dois cineclubes foram inscritos, o Cineclube Mocamba/Itabuna e o Cineclube AFAI/Itajuipe. Confira abaixo a listas dos demais cineclubes inscritos:

Salvador:
1) Bairro da Paz - Cineclube Clã Periférico;
2) Cajazeiras - Cineclube Guanabara;
3) Pelourinho - CineClube do Imaginário;
4)Rio Vermelho - Cine sereia;
6) Campo Grande - Passeio Público - Cineclube Vila;
7) Comércio - Contorno - Cineclube Imagens Itinerantes;
8) MPCS - Parque São Bartolomeu Subúrbio - Cineclube Urubucine;
9) Alagados - Centro Cultural de Alagados  - Rede REPROTAI.

Interior:
1) Jacobina - Associação de Ação Social e Preservação das Águas Fauna e Flora da Chapada Norte - Cineclube Payayá;
2)  Heliópolis - Cineclube Filhos do Sol;
3) Itabuna - Centro de Agroecologia e Educação da Mata Atlântica  - Cineclube Mocamba;
4) Itajuípe - Cineclube AFAI;
5) Itaparica - Oficina das Artes;
6) Cairu-Ba -Fundação Centro de Apoio Social de Cairu (Rádio Comunitária)- Cine Mais Saber;
7) Chapada Rio de Contas - Espaço Imaginário em Rio de Contas;
8) Cachoeira - Cineclube Mario Gusmão;
9) Caravelas - CINECLUBE PROFESSOR RALILE;
10) Itapetinga - DIFUSÃO CINECLUBE ITAPETINGA;
11)  Mar Grande - Cineclube Manga Rosa;
12) Vitória da Conquista - Cineclube Janela Indiscreta;
13) Poções - Cineclube Tela em Transe.
A 3ª Bienal da Bahia, que acontece de 29 de maio a 7 de setembro de 2014, vem fechar uma lacuna de 46 anos na arte baiana. Durante 100 dias, mais de 30 espaços culturais da capital e do interior receberão exposições, performances, ações educativas e uma programação cultural.

É tudo nordeste? é a indagação que move o projeto curatorial, o conceito central que percorre todas as ações, exibições, projetos e encontros da 3ª Bienal da Bahia. A questão impõe um ato de aproximação da produção cultural e artística da região, em suas mais diversas perspectivas: o Nordeste como condição geográfica, construção histórica e ainda como potente peça do imaginário.

Mais informações visite: http://bienaldabahia2014.com.br

Projeto Uma Prosa Sobre Versos


Inauguração do Memorial de Cinema e Audiovisual Roque Araújo.

Inauguração do 1º Memorial de Cinema e Audiovisual da Bahia

O idealizador do projeto, Roque Araújo, será homenageado em Cachoeira

(Texto: Instituto Roque Araújo)

O patrimônio e a memória cinematográfica baiana receberão nos próximos dias o primeiro museu dedicado exclusivamente à preservação da sétima arte. O Memorial será inaugurado no sábado (17), às 19h. A solenidade de abertura acontecerá no encerramento do XVI Festival de 5 Minutos, com a participação de vários artistas e personalidades públicas, na cidade de Cachoeira. A noite ainda contará com a intervenção urbana Afro Barroco com Mateus Aleluia, Orquestra Reggae e VJ Mateus Ribeiro.

A importância da criação de um museu que resgata a história do cinema se justifica no pioneirismo que a Bahia tem no cenário cinematográfico. Em 1959, Roberto Pires fabricou uma lente anamórfica, para produzir em Cinema Scope o primeiro longa metragem baiano “Redenção”, que acabou abrindo o caminho para novos cineastas, inclusive Glauber Rocha.

Roque Araújo, acompanhou toda a trajetória do desenvolvimento do audiovisual baiano e, em paralelo a esse processo colecionou alguns equipamentos responsáveis por fomentar essas produções. “Os equipamentos do memorial foram responsáveis por mais de 70% da produção cinematográfica baiana e brasileira. A criação do museu visa principalmente a manutenção da memória do Cinema Nacional “, ressalta Roque Araújo.

Estes são alguns equipamentos do Museu do Cinema Roque Araújo.

Filmadora VHS Panasonic M-3000 muito usada nos anos 90

Câmera super-8 Universal 444 (última super-8 a ser comprada em loja na Bahia)

AV-2 viewer – visualizador de filmes super-8 (individual e só para filmes de até 3 minutos)

Memorial
O Memorial do Cinema Roque Araújo tem por objetivo fomentar e construir atividades sociais de caráter educacional, cultural e artístico, além da preservação da memória do cinema e audiovisual baiano. Uma trajetória contada através de equipamentos cinematográficos que definiram os enquadramentos destas histórias, a partir do olhar de um dos grandes nomes da cinematografia baiana, Roque Araújo. O projeto conta com apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira, através da Secretaria de Cultura e Turismo, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Rio de Janeiro, Standarte Photo & Vídeo, Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, Diretora de Audiovisual da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura do Estado.
Roque Araújo tem 77 anos – dos quais 56 dedicados ao cinema entre Salvador, Rio de Janeiro, Itália, São Paulo e a França. Participou de todas as produções cinematográficas realizadas por Glauber Rocha, além de Redenção (primeiro longa baiano), A Grande Feira, Tocaia no Asfalto, O Pagador de Promessas, Menino de Engenho, dentre outros. Glauber lhe confiou parte do último filme que produziu, A Idade da Terra (1980). Este material deu origem a dois filmes No Tempo de Glauber (1986) e Glauber em Defesa do Cinema (2006), produzido e dirigido por Roque Araújo.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Programação de filmes aborda o tema “Cinema, Esporte, Motivação e Vida Acadêmica”

A Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) e a Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae) realizarão, entre os dias 12 e 16 de maio, a exibição e o debate de filmes do Cine Unilab, com a curadoria do coordenador do Núcleo de Esporte e Lazer (Nucel), Jorge Marinho. O tema central do evento é “Cinema, Esporte, Motivação e Vida Acadêmica”.

Campus dos Malês é inaugurado em São Francisco do Conde, na Bahia


Considerado o município de maior população negra declarada no censo do IBGE, São Francisco do Conde, na Bahia, recebeu ontem (12) a inauguração do campus da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), nomeado de Campus dos Malês. A universidade, que tem sede na cidade de Redenção, interior do Ceará, vive a experiência inovadora de ter suas atividades acadêmicas e administrativas espalhadas em dois estados brasileiros.

Participaram do evento a reitora da Unilab, Nilma Lino Gomes, o vice-reitor, Fernando Afonso Ferreira, a pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, Ana Lúcia Silva Souza e outros representantes da comunidade acadêmica. Na ocasião, estiveram presentes o ministro da Educação, José Henrique Paim; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), Macaé Maria Evaristo dos Santos; o governador do Estado do Bahia, Jacques Vagner; a prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, além de embaixadores, reitores e autoridades políticas. Presença muito comemorada pela multidão que participou do evento foi a do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunidas com os estudantes da Unilab, a secretária da Secadi/MEC Macaé Evaristo, a reitora Nilma Lino Gomes e a ministra da SEPPIR Luiza Bairros (esq. p/ dir.)

Em sua fala, a reitora da Unilab fez questão de salientar o caráter público da universidade e o desejo de integração entre a comunidade e os estudantes brasileiros, africanos e posteriormente timorenses. “Que nós possamos construir nessa região um ensino superior público de qualidade, assim como as nossas outras universidades federais parceiras [UFRB e UFBA] vêm construindo. Para nós é uma grande honra inaugurarmos hoje o nosso Campus dos Malês, em homenagem à Bahia e a toda a tradição de resistência que esse estado tem”, destacou.
Reitora da Unilab apresenta campus a grupo de autoridades, entre elas o ministro da Educação José Henrique Paim e o ex-presidente Lula

O nome do campus faz referência à Revolta dos Malês, movimento de resistência protagonizado por africanos escravizados na capital baiana, Salvador, em janeiro de 1835. O movimento recebeu esse nome por serem assim chamados os negros muçulmanos que o organizaram. A expressão “male” vem de “imalê”, que na língua iorubá significa “muçulmano”. Os malês eram, portanto, os muçulmanos de língua iorubá, conhecidos como “nagôs” na Bahia.

Tendo iniciado suas atividades em fevereiro de 2013 com cursos de graduação e pós-graduação na modalidade a distância, o Campus dos Malês oferta, a partir do próximo dia 26, seus cursos presenciais. Serão ofertados inicialmente os cursos Bacharelado em Humanidades (BHU) e Letras – Língua Portuguesa. Na modalidade a distância, constam, na graduação, o curso de Administração Pública e, na pós-graduação, as especializações Gestão Pública, Gestão Pública Municipal e Gestão em Saúde. A diretora do campus, Núbia Moura Ribeiro, considera a inauguração o marco da concretização de um sonho, construído em etapas ao longo de 2013. “O ano passado foi vivido como uma preparação para este momento, pelo fato de que agora vamos exprimir essa vida acadêmica em sua plenitude cotidiana com a presença docente e discente mais efetiva”, pontua. No campus da Bahia, a professora Ludmylla Mendes Lima assume como coordenadora do curso de Letras – Língua Portuguesa e o professor Carlindo Fausto Antônio como coordenador do Bacharelado em Humanidades.
Reitora recebe presente dos estudantes Jocilene Bandeira e Neemias Nanque

Vindo de Guiné-Bissau, o estudante Neemias António Nanque, do curso de Humanidades, comemora o momento. “A Unilab é para nós um espaço de união, confraternização e solidariedade. Sairemos daqui como homens e mulheres qualificados para enfrentar os desafios de mudança em nossas terras”, afirmou Neemias que, juntamente com Jocilene Bandeira, estudante brasileira do curso de Administração Pública, representou a comunidade estudantil no evento.


Ministra da Cultura participa da abertura de incubadora de economia criativa

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) inaugura, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), a sede do Bahia Criativa, em cerimônia na próxima terça-feira (13), às 15h, no Forte do Barbalho, com a presença do governador Jaques Wagner e da ministra da Cultura, Marta Suplicy. 

O Bahia Criativa integra o programa permanente da Rede Incubadoras Brasil Criativo, do MinC, que propõe a oferta de capacitações, cursos e consultorias sobre gestão em cultura, com foco em empreendedorismo e competências criativas voltados para pessoas que atuam na cadeia produtiva da cultura. 

As capacitações estarão disponíveis para a população da capital e de todos os 27 territórios de identidade do estado. Além disso, as atividades poderão ser desenvolvidas também à distância, com cobertura para todo o estado. Os interessados podem obter mais informações pelo e-mail bahia.criativa@cultura.ba.gov.br e na internet.

Documentário: Ação Movimenta

O documentário, idealizado pelo grupo de produtores de cinema FestFilmes, foi elaborado durante o evento, com a direção do videomaker Arnaldo Formiga e a colaboração dos estudantes da universidade. O vídeo apresenta os registros das oficinas de teatro, dança, grafite, rap, literatura, percussão e audiovisual, além das apresentações teatrais nas modalidades de palco e rua, assim como a manifestação tradicional do grupo de reisado de careta, Boi Coração, do município de Ocara. Este trabalho mostra também ainda a opinião de estudantes, gestores e docentes sobre o evento.

domingo, 4 de maio de 2014

O Lado Negro do Chocolate - The Dark Side of Chocolate

O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".

A versão paraguaia de Cidade de Deus?

A versão paraguaia de Cidade de Deus? 7 Caixas, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori, é um dos maiores sucessos recentes do cinema do Paraguai

7 Caixas
Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori

O fato de Victor (Celso Franco) estar sempre em fuga, ligeiro entre as vielas de um mercado público de Assunção que bem conhece, faz de 7 Caixas um filme de ação pronto para ser aproximado de outros similares. Pode ser, na apreciação óbvia, um Cidade de Deus, que como sabemos criou e continua a criar filhotes, mas também no contexto cultural evocado um retrato de pequenas ambições como já fizeram Jafar Panahi e outros realizadores iranianos no passado. Cada qual, claro, em entorno social e aspirações próprias. No caso do protagonista de 17 anos, o desejo é por um novo modelo de celular, num momento em que as opções tecnológicas começavam a surgir. Precisa de dinheiro e se oferece como carregador, seu ofício, para uma carga que desconhece, estocada nas tais caixas. Mergulha então no submundo e se dá conta do alto preço a pagar pela escolha.

O filme da dupla Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori é um dos maiores sucessos recentes do Paraguai, em que pese a produção modesta do país, e por isso mesmo sua raridade por aqui. Tem apelo inegável para tanto. Investe numa fórmula mesmo convencional em que um mau passo leva a uma continuidade de erros sem fim. O que não é de convenção é que se segure o pique dessa jornada noite adentro até o fim, como se dá aqui com boas sacadas, irreverência e uma tipologia de personagens que beira a caricatura, quando não a assume sem vergonha. Pode-se vislumbrar, claro, um painel de fundo mais crítico a uma sociedade, mas esse não parece ser o primeiro objetivo dos diretores na empatia com a plateia.

Documentário lembra trajetória do criador do Teatro do Oprimido

No dia em que se completam cinco anos da morte de Augusto Boal, o SescTV leva ao ar o documentário "Augusto Boal - Teatro do Oprimido", de Zelito Viana. A produção repassa a trajetória do autor e diretor teatral e fala de sua metodologia famosa, que une teatro a ação social.
São depoimentos do próprio Boal que costuram a produção. O diretor lembra da geração de autores lançada no Teatro de Arena, em São Paulo, das dificuldades enfrentadas durante a ditadura, do exílio e do surgimento do Teatro do Oprimido.

Um dos entrevistados, Chico Buarque comenta que se aproximou mais de Boal quando ele morava em Buenos Aires, onde fazia o "teatro invisível" -em locais públicos sem aviso prévio. "As pessoas não sabiam se era teatro ou não. Acho que era o embrião do Teatro do Oprimido", diz Chico.

Boal queria que as pessoas fossem atores da sociedade e da vida. No Teatro Fórum, parava a peça no ápice da tensão para ouvir do público a solução. Em um desses exercícios, uma espectadora subiu ao palco e deu seu desfecho. Aí surgia uma das bases do Teatro do Oprimido. O filme ainda mostra a técnica usada na Índia e em Moçambique.

NA TV
Augusto Boal - Teatro do Oprimido
SescTVDocumentário