quinta-feira, 15 de maio de 2014

XVI Edição do Festival 5 Minutos

Criado em 1994 com o objetivo de incentivar a produção audiovisual em curto formato, o então“Festival de Vídeo – A Imagem em 5 Minutos”marcou a história do audiovisual baiano nos seus 16 anos de realização através da promoção de mostras compostas por vídeos que concorriam a premiações em dinheiro. Em pouco tempo cresceu e, já a partir de sua terceira edição, abriu-se a produções de outros Estados, proporcionando o início de um frutífero intercâmbio entre realizadores de todo o país.

Hoje, o conceito do evento foi significativamente ampliado e, além de exibir e premiar vídeos, selecionados através de edital público, adquiriu um caráter múltiplo, baseado em dois conceitos fundamentais: de um lado a liberdade — de formatos, gêneros, técnicas e temas — e, de outro, a permanente expansão na exploração da linguagem audiovisual — seja territorial, tecnológica, de narrativas ou de suportes, incorporando a vídeoarte, o videomapping e a videoinstalação.

O Festival tradicionalmente seleciona 50 vídeos para participação na Mostra Competitiva, dos quais 04 (quatro) serão premiados em conformidade com os critérios fixados no edital, observando-se a ordem e valores a seguir: 1º lugar - Prêmio Walter da Silveira no valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais); 2º lugar - Prêmio Alexandre Robatto no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais); 3º lugar- Prêmio Roberto Pires no valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais); Prêmio Vito Diniz: com valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), para o Melhor Vídeo de Jovem Realizador, escolhido dentre os participantes que tenham até 21 anos de idade.

Com a presença de instituições, artistas e pesquisadores do Brasil, o projeto fomenta a experimentação na área e a difusão da produção audiovisual brasileira, além da formação de novos profissionais para o audiovisual através de suas oficinas. A programação, totalmente gratuita, movimenta diversos circuitos de exibição em diferentes regiões dentro da própria Salvador e em 13 cidades do interior do Estado, com destaque para as edições expandidas nas cidades de Paulo Afonso, Vitória da conquista e Cachoeira com a realização da Mostra Competitiva, Oficinas e Intervenções Urbanas numa proposta de re-significação de espaços urbanos através da linguagem audiovisual.

Cineclube Mocamba de Itabuna é selecionado para participar da 3ª Bienal da Bahia

Cineclubes da Bahia, através da União Cineclubes da Bahia irão participar da 3ª Bienal da Bahia. Na capital foram inscritos 09 cineclubes e no interior 13 totalizando 22 cineclubes. No Litoral Sul dois cineclubes foram inscritos, o Cineclube Mocamba/Itabuna e o Cineclube AFAI/Itajuipe. Confira abaixo a listas dos demais cineclubes inscritos:

Salvador:
1) Bairro da Paz - Cineclube Clã Periférico;
2) Cajazeiras - Cineclube Guanabara;
3) Pelourinho - CineClube do Imaginário;
4)Rio Vermelho - Cine sereia;
6) Campo Grande - Passeio Público - Cineclube Vila;
7) Comércio - Contorno - Cineclube Imagens Itinerantes;
8) MPCS - Parque São Bartolomeu Subúrbio - Cineclube Urubucine;
9) Alagados - Centro Cultural de Alagados  - Rede REPROTAI.

Interior:
1) Jacobina - Associação de Ação Social e Preservação das Águas Fauna e Flora da Chapada Norte - Cineclube Payayá;
2)  Heliópolis - Cineclube Filhos do Sol;
3) Itabuna - Centro de Agroecologia e Educação da Mata Atlântica  - Cineclube Mocamba;
4) Itajuípe - Cineclube AFAI;
5) Itaparica - Oficina das Artes;
6) Cairu-Ba -Fundação Centro de Apoio Social de Cairu (Rádio Comunitária)- Cine Mais Saber;
7) Chapada Rio de Contas - Espaço Imaginário em Rio de Contas;
8) Cachoeira - Cineclube Mario Gusmão;
9) Caravelas - CINECLUBE PROFESSOR RALILE;
10) Itapetinga - DIFUSÃO CINECLUBE ITAPETINGA;
11)  Mar Grande - Cineclube Manga Rosa;
12) Vitória da Conquista - Cineclube Janela Indiscreta;
13) Poções - Cineclube Tela em Transe.
A 3ª Bienal da Bahia, que acontece de 29 de maio a 7 de setembro de 2014, vem fechar uma lacuna de 46 anos na arte baiana. Durante 100 dias, mais de 30 espaços culturais da capital e do interior receberão exposições, performances, ações educativas e uma programação cultural.

É tudo nordeste? é a indagação que move o projeto curatorial, o conceito central que percorre todas as ações, exibições, projetos e encontros da 3ª Bienal da Bahia. A questão impõe um ato de aproximação da produção cultural e artística da região, em suas mais diversas perspectivas: o Nordeste como condição geográfica, construção histórica e ainda como potente peça do imaginário.

Mais informações visite: http://bienaldabahia2014.com.br

Projeto Uma Prosa Sobre Versos


Inauguração do Memorial de Cinema e Audiovisual Roque Araújo.

Inauguração do 1º Memorial de Cinema e Audiovisual da Bahia

O idealizador do projeto, Roque Araújo, será homenageado em Cachoeira

(Texto: Instituto Roque Araújo)

O patrimônio e a memória cinematográfica baiana receberão nos próximos dias o primeiro museu dedicado exclusivamente à preservação da sétima arte. O Memorial será inaugurado no sábado (17), às 19h. A solenidade de abertura acontecerá no encerramento do XVI Festival de 5 Minutos, com a participação de vários artistas e personalidades públicas, na cidade de Cachoeira. A noite ainda contará com a intervenção urbana Afro Barroco com Mateus Aleluia, Orquestra Reggae e VJ Mateus Ribeiro.

A importância da criação de um museu que resgata a história do cinema se justifica no pioneirismo que a Bahia tem no cenário cinematográfico. Em 1959, Roberto Pires fabricou uma lente anamórfica, para produzir em Cinema Scope o primeiro longa metragem baiano “Redenção”, que acabou abrindo o caminho para novos cineastas, inclusive Glauber Rocha.

Roque Araújo, acompanhou toda a trajetória do desenvolvimento do audiovisual baiano e, em paralelo a esse processo colecionou alguns equipamentos responsáveis por fomentar essas produções. “Os equipamentos do memorial foram responsáveis por mais de 70% da produção cinematográfica baiana e brasileira. A criação do museu visa principalmente a manutenção da memória do Cinema Nacional “, ressalta Roque Araújo.

Estes são alguns equipamentos do Museu do Cinema Roque Araújo.

Filmadora VHS Panasonic M-3000 muito usada nos anos 90

Câmera super-8 Universal 444 (última super-8 a ser comprada em loja na Bahia)

AV-2 viewer – visualizador de filmes super-8 (individual e só para filmes de até 3 minutos)

Memorial
O Memorial do Cinema Roque Araújo tem por objetivo fomentar e construir atividades sociais de caráter educacional, cultural e artístico, além da preservação da memória do cinema e audiovisual baiano. Uma trajetória contada através de equipamentos cinematográficos que definiram os enquadramentos destas histórias, a partir do olhar de um dos grandes nomes da cinematografia baiana, Roque Araújo. O projeto conta com apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira, através da Secretaria de Cultura e Turismo, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Rio de Janeiro, Standarte Photo & Vídeo, Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, Diretora de Audiovisual da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura do Estado.
Roque Araújo tem 77 anos – dos quais 56 dedicados ao cinema entre Salvador, Rio de Janeiro, Itália, São Paulo e a França. Participou de todas as produções cinematográficas realizadas por Glauber Rocha, além de Redenção (primeiro longa baiano), A Grande Feira, Tocaia no Asfalto, O Pagador de Promessas, Menino de Engenho, dentre outros. Glauber lhe confiou parte do último filme que produziu, A Idade da Terra (1980). Este material deu origem a dois filmes No Tempo de Glauber (1986) e Glauber em Defesa do Cinema (2006), produzido e dirigido por Roque Araújo.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Programação de filmes aborda o tema “Cinema, Esporte, Motivação e Vida Acadêmica”

A Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) e a Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae) realizarão, entre os dias 12 e 16 de maio, a exibição e o debate de filmes do Cine Unilab, com a curadoria do coordenador do Núcleo de Esporte e Lazer (Nucel), Jorge Marinho. O tema central do evento é “Cinema, Esporte, Motivação e Vida Acadêmica”.

Campus dos Malês é inaugurado em São Francisco do Conde, na Bahia


Considerado o município de maior população negra declarada no censo do IBGE, São Francisco do Conde, na Bahia, recebeu ontem (12) a inauguração do campus da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), nomeado de Campus dos Malês. A universidade, que tem sede na cidade de Redenção, interior do Ceará, vive a experiência inovadora de ter suas atividades acadêmicas e administrativas espalhadas em dois estados brasileiros.

Participaram do evento a reitora da Unilab, Nilma Lino Gomes, o vice-reitor, Fernando Afonso Ferreira, a pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, Ana Lúcia Silva Souza e outros representantes da comunidade acadêmica. Na ocasião, estiveram presentes o ministro da Educação, José Henrique Paim; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), Macaé Maria Evaristo dos Santos; o governador do Estado do Bahia, Jacques Vagner; a prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, além de embaixadores, reitores e autoridades políticas. Presença muito comemorada pela multidão que participou do evento foi a do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunidas com os estudantes da Unilab, a secretária da Secadi/MEC Macaé Evaristo, a reitora Nilma Lino Gomes e a ministra da SEPPIR Luiza Bairros (esq. p/ dir.)

Em sua fala, a reitora da Unilab fez questão de salientar o caráter público da universidade e o desejo de integração entre a comunidade e os estudantes brasileiros, africanos e posteriormente timorenses. “Que nós possamos construir nessa região um ensino superior público de qualidade, assim como as nossas outras universidades federais parceiras [UFRB e UFBA] vêm construindo. Para nós é uma grande honra inaugurarmos hoje o nosso Campus dos Malês, em homenagem à Bahia e a toda a tradição de resistência que esse estado tem”, destacou.
Reitora da Unilab apresenta campus a grupo de autoridades, entre elas o ministro da Educação José Henrique Paim e o ex-presidente Lula

O nome do campus faz referência à Revolta dos Malês, movimento de resistência protagonizado por africanos escravizados na capital baiana, Salvador, em janeiro de 1835. O movimento recebeu esse nome por serem assim chamados os negros muçulmanos que o organizaram. A expressão “male” vem de “imalê”, que na língua iorubá significa “muçulmano”. Os malês eram, portanto, os muçulmanos de língua iorubá, conhecidos como “nagôs” na Bahia.

Tendo iniciado suas atividades em fevereiro de 2013 com cursos de graduação e pós-graduação na modalidade a distância, o Campus dos Malês oferta, a partir do próximo dia 26, seus cursos presenciais. Serão ofertados inicialmente os cursos Bacharelado em Humanidades (BHU) e Letras – Língua Portuguesa. Na modalidade a distância, constam, na graduação, o curso de Administração Pública e, na pós-graduação, as especializações Gestão Pública, Gestão Pública Municipal e Gestão em Saúde. A diretora do campus, Núbia Moura Ribeiro, considera a inauguração o marco da concretização de um sonho, construído em etapas ao longo de 2013. “O ano passado foi vivido como uma preparação para este momento, pelo fato de que agora vamos exprimir essa vida acadêmica em sua plenitude cotidiana com a presença docente e discente mais efetiva”, pontua. No campus da Bahia, a professora Ludmylla Mendes Lima assume como coordenadora do curso de Letras – Língua Portuguesa e o professor Carlindo Fausto Antônio como coordenador do Bacharelado em Humanidades.
Reitora recebe presente dos estudantes Jocilene Bandeira e Neemias Nanque

Vindo de Guiné-Bissau, o estudante Neemias António Nanque, do curso de Humanidades, comemora o momento. “A Unilab é para nós um espaço de união, confraternização e solidariedade. Sairemos daqui como homens e mulheres qualificados para enfrentar os desafios de mudança em nossas terras”, afirmou Neemias que, juntamente com Jocilene Bandeira, estudante brasileira do curso de Administração Pública, representou a comunidade estudantil no evento.


Ministra da Cultura participa da abertura de incubadora de economia criativa

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) inaugura, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), a sede do Bahia Criativa, em cerimônia na próxima terça-feira (13), às 15h, no Forte do Barbalho, com a presença do governador Jaques Wagner e da ministra da Cultura, Marta Suplicy. 

O Bahia Criativa integra o programa permanente da Rede Incubadoras Brasil Criativo, do MinC, que propõe a oferta de capacitações, cursos e consultorias sobre gestão em cultura, com foco em empreendedorismo e competências criativas voltados para pessoas que atuam na cadeia produtiva da cultura. 

As capacitações estarão disponíveis para a população da capital e de todos os 27 territórios de identidade do estado. Além disso, as atividades poderão ser desenvolvidas também à distância, com cobertura para todo o estado. Os interessados podem obter mais informações pelo e-mail bahia.criativa@cultura.ba.gov.br e na internet.

Documentário: Ação Movimenta

O documentário, idealizado pelo grupo de produtores de cinema FestFilmes, foi elaborado durante o evento, com a direção do videomaker Arnaldo Formiga e a colaboração dos estudantes da universidade. O vídeo apresenta os registros das oficinas de teatro, dança, grafite, rap, literatura, percussão e audiovisual, além das apresentações teatrais nas modalidades de palco e rua, assim como a manifestação tradicional do grupo de reisado de careta, Boi Coração, do município de Ocara. Este trabalho mostra também ainda a opinião de estudantes, gestores e docentes sobre o evento.

domingo, 4 de maio de 2014

O Lado Negro do Chocolate - The Dark Side of Chocolate

O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".

A versão paraguaia de Cidade de Deus?

A versão paraguaia de Cidade de Deus? 7 Caixas, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori, é um dos maiores sucessos recentes do cinema do Paraguai

7 Caixas
Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori

O fato de Victor (Celso Franco) estar sempre em fuga, ligeiro entre as vielas de um mercado público de Assunção que bem conhece, faz de 7 Caixas um filme de ação pronto para ser aproximado de outros similares. Pode ser, na apreciação óbvia, um Cidade de Deus, que como sabemos criou e continua a criar filhotes, mas também no contexto cultural evocado um retrato de pequenas ambições como já fizeram Jafar Panahi e outros realizadores iranianos no passado. Cada qual, claro, em entorno social e aspirações próprias. No caso do protagonista de 17 anos, o desejo é por um novo modelo de celular, num momento em que as opções tecnológicas começavam a surgir. Precisa de dinheiro e se oferece como carregador, seu ofício, para uma carga que desconhece, estocada nas tais caixas. Mergulha então no submundo e se dá conta do alto preço a pagar pela escolha.

O filme da dupla Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori é um dos maiores sucessos recentes do Paraguai, em que pese a produção modesta do país, e por isso mesmo sua raridade por aqui. Tem apelo inegável para tanto. Investe numa fórmula mesmo convencional em que um mau passo leva a uma continuidade de erros sem fim. O que não é de convenção é que se segure o pique dessa jornada noite adentro até o fim, como se dá aqui com boas sacadas, irreverência e uma tipologia de personagens que beira a caricatura, quando não a assume sem vergonha. Pode-se vislumbrar, claro, um painel de fundo mais crítico a uma sociedade, mas esse não parece ser o primeiro objetivo dos diretores na empatia com a plateia.

Documentário lembra trajetória do criador do Teatro do Oprimido

No dia em que se completam cinco anos da morte de Augusto Boal, o SescTV leva ao ar o documentário "Augusto Boal - Teatro do Oprimido", de Zelito Viana. A produção repassa a trajetória do autor e diretor teatral e fala de sua metodologia famosa, que une teatro a ação social.
São depoimentos do próprio Boal que costuram a produção. O diretor lembra da geração de autores lançada no Teatro de Arena, em São Paulo, das dificuldades enfrentadas durante a ditadura, do exílio e do surgimento do Teatro do Oprimido.

Um dos entrevistados, Chico Buarque comenta que se aproximou mais de Boal quando ele morava em Buenos Aires, onde fazia o "teatro invisível" -em locais públicos sem aviso prévio. "As pessoas não sabiam se era teatro ou não. Acho que era o embrião do Teatro do Oprimido", diz Chico.

Boal queria que as pessoas fossem atores da sociedade e da vida. No Teatro Fórum, parava a peça no ápice da tensão para ouvir do público a solução. Em um desses exercícios, uma espectadora subiu ao palco e deu seu desfecho. Aí surgia uma das bases do Teatro do Oprimido. O filme ainda mostra a técnica usada na Índia e em Moçambique.

NA TV
Augusto Boal - Teatro do Oprimido
SescTVDocumentário


Dezinho Vida Sonho e Luta

Vídeo produzido em outubro de 2006, por ocasião do julgamento do pistoleiro acusado como responsável pelo assassinato de José Dutra da Costa, o Dezinho, presidente do sindicato de trabalhadores rurais em Rondon do Pará. Relata a história de luta, os sonhos e as ameaças de morte sofridas pelo sindicalista, combinando depoimentos de familiares e amigos com imagens de vídeo do arquivo pessoal do sindicalita. Reconstitui o momento do seu assassinato a partir do relato emocionado de sua esposa e filhos. Vídeo utilizado como instrumento de mobilização e sensibilidade da sociedade paraense para atenção com os casos de violência no campo.

Duração: 30 min. 

Realização: Comissão Pastoral da Terra - CPT. 

Direção e Produção: Evandro Medeiros [Professor da UFPA, Campus de Marabá].

CineMIS de Maio: Celebração ao Dia Internacional do Público

Neste ano de 2014, o movimento cineclubista de Campo Grande participará da celebração pelo Dia Internacional do Público (10 de Maio)!


Para comemorar a data, cinco cineclubes campo-grandenses se reunirão, no projeto CineMIS, a fim de realizarem atividades de exibição, seguidas de debates voltados a discussão sobre o Público, recolocando em pauta e fortalecendo a Campanha Pelos Direitos do Público que, desde 2008, é desenvolvida mundialmente pela FICC / Federação Internacional de Cineclubes e no Brasil pelo CNC / Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

E, em nome dos Direitos do Público, a programação do CineMIS, no mês de maio, será: 

DIA 12 - Cineclube Aliança Francesa
Filme: O Amante(L'Amant) (Jean-Jacques Annaud )
Mediador: Prof Herbert Covre

DIA 13 - Cineclube Cinema e Utopia
Filme: Hannah Arendt (Margarethe Von Trotta)
Mediador: Sebastião Lima

DIA 14: Cineclube Cine Cacos
Filme: Tudo Sobre Minha Mãe (Pedro Almodóvar)
Mediadores: Prof Aparecido Reis (Ciências Sociais/ UFMS) e Izabela Sanches (Acadêmica de Jornalismo / UFMS)

DIA 15: Cineclube Cinema (d)e Horror
Filme: Elefante (Gus Van Sant)
Mediador: Ravel Giordano Paz

DIA 16: Cineclube Transcine
Filme: Clube de compra dalas (Jean-Marc Vallée )
Mediador: Givago Oliveira

Convidamos, então, aos cineastas, aos cinéfilos e aos cineclubistas a fazerem uma atenta leitura da Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor”, elaborada na Assembléia Geral da FICC (1987), a fim de promover a defesa de direitos cada vez mais importantes no contexto de um mundo cada vez mais dependente da comunicação e da linguagem do audiovisual. 

Leiam, reflitam e, se possível, apoiem e participem desta campanha. Afinal, o Público Somos Todos Nós!

CARTA DOS DIREITOS DO PÚBLICO OU “CARTA DE TABOR”

A Federação Internacional de Cineclubes (FICC), organização de defesa e desenvolvimento do cinema como meio cultural, presente em 75 países, é também a associação mais adequada para a organização do público receptor dos bens culturais audiovisuais.Consciente das profundas mudanças no campo audiovisual, que geram uma desumanização total da comunicação, a Federação Internacional de Cineclubes, a partir de 
seu congresso realizado em Tabor (República Tcheca), aprovou por unanimidade uma Carta dos Direitos do Público

1. Toda pessoa tem direito a receber todas as informações e comunicações audiovisuais. 

Para tanto deve possuir os meios para expressar-se e tornar públicos seus próprios juízos e opiniões. Não pode haver humanização sem uma verdadeira comunicação.

2. O direito à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, fontes de toda transformação cultural e social, são direitos inalienáveis. Constituem a garantia de uma verdadeira compreensão entre os povos, a única via para evitar a guerra.

3. A formação do público é a condição fundamental, inclusive para os autores, para a criação de obras de qualidade. Só ela permite a expressão do indivíduo e da comunidade social.

4. Os direitos do público correspondem às aspirações e possibilidades de um desenvolvimento geral das faculdades criativas. As novas tecnologias devem ser utilizadas com este fim e não para a alienação dos espectadores.

5. Os espectadores têm o direito de organizar-se de maneira autônoma para a defesa de seus interesses. Com o fim de alcançar este objetivo, e de sensibilizar o maior número de pessoas para as novas formas de expressão audiovisual, as associações de espectadores devem poder dispor de estruturas e meios postos à sua disposição pelas instituições 
públicas.

6. As associações de espectadores têm direito de estar associadas à gestão e de participar na nomeação de responsáveis pelos organismos públicos de produção e distribuição de espetáculos, assim como dos meios de informação públicos.

7. Público, autores e obras não podem ser utilizados, sem seu consentimento, para fins políticos, comerciais ou outros. Em casos de instrumentalização ou abuso, as organizações de espectadores terão direito de exigir retificações públicas e indenizações.

8. O público tem direito a uma informação correta. Por isso, repele qualquer tipo de censura ou manipulação, e se organizará para fazer respeitar, em todos os meios de comunicação, a pluralidade de opiniões como expressão do respeito aos interesses do público e a seu enriquecimento cultural.

9. Diante da universalização da difusão informativa e do espetáculo, as organizações do público se unirão e trabalharão conjuntamente no plano internacional.

10. As associações de espectadores reivindicam a organização de pesquisas sobre as necessidades e evolução cultural do público. No sentido contrário, opõem-se aos estudos com objetivos mercantis, tais como pesquisas de índices de audiência e aceitação.

Tabor, 18 de setembro de 1987

Maiores informações sobre o dia internacional do público em: 

Cineclube Eco Social - Circuito Regional de Formação no Espírito Santo