domingo, 4 de maio de 2014

A versão paraguaia de Cidade de Deus?

A versão paraguaia de Cidade de Deus? 7 Caixas, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori, é um dos maiores sucessos recentes do cinema do Paraguai

7 Caixas
Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori

O fato de Victor (Celso Franco) estar sempre em fuga, ligeiro entre as vielas de um mercado público de Assunção que bem conhece, faz de 7 Caixas um filme de ação pronto para ser aproximado de outros similares. Pode ser, na apreciação óbvia, um Cidade de Deus, que como sabemos criou e continua a criar filhotes, mas também no contexto cultural evocado um retrato de pequenas ambições como já fizeram Jafar Panahi e outros realizadores iranianos no passado. Cada qual, claro, em entorno social e aspirações próprias. No caso do protagonista de 17 anos, o desejo é por um novo modelo de celular, num momento em que as opções tecnológicas começavam a surgir. Precisa de dinheiro e se oferece como carregador, seu ofício, para uma carga que desconhece, estocada nas tais caixas. Mergulha então no submundo e se dá conta do alto preço a pagar pela escolha.

O filme da dupla Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori é um dos maiores sucessos recentes do Paraguai, em que pese a produção modesta do país, e por isso mesmo sua raridade por aqui. Tem apelo inegável para tanto. Investe numa fórmula mesmo convencional em que um mau passo leva a uma continuidade de erros sem fim. O que não é de convenção é que se segure o pique dessa jornada noite adentro até o fim, como se dá aqui com boas sacadas, irreverência e uma tipologia de personagens que beira a caricatura, quando não a assume sem vergonha. Pode-se vislumbrar, claro, um painel de fundo mais crítico a uma sociedade, mas esse não parece ser o primeiro objetivo dos diretores na empatia com a plateia.

Documentário lembra trajetória do criador do Teatro do Oprimido

No dia em que se completam cinco anos da morte de Augusto Boal, o SescTV leva ao ar o documentário "Augusto Boal - Teatro do Oprimido", de Zelito Viana. A produção repassa a trajetória do autor e diretor teatral e fala de sua metodologia famosa, que une teatro a ação social.
São depoimentos do próprio Boal que costuram a produção. O diretor lembra da geração de autores lançada no Teatro de Arena, em São Paulo, das dificuldades enfrentadas durante a ditadura, do exílio e do surgimento do Teatro do Oprimido.

Um dos entrevistados, Chico Buarque comenta que se aproximou mais de Boal quando ele morava em Buenos Aires, onde fazia o "teatro invisível" -em locais públicos sem aviso prévio. "As pessoas não sabiam se era teatro ou não. Acho que era o embrião do Teatro do Oprimido", diz Chico.

Boal queria que as pessoas fossem atores da sociedade e da vida. No Teatro Fórum, parava a peça no ápice da tensão para ouvir do público a solução. Em um desses exercícios, uma espectadora subiu ao palco e deu seu desfecho. Aí surgia uma das bases do Teatro do Oprimido. O filme ainda mostra a técnica usada na Índia e em Moçambique.

NA TV
Augusto Boal - Teatro do Oprimido
SescTVDocumentário


Dezinho Vida Sonho e Luta

Vídeo produzido em outubro de 2006, por ocasião do julgamento do pistoleiro acusado como responsável pelo assassinato de José Dutra da Costa, o Dezinho, presidente do sindicato de trabalhadores rurais em Rondon do Pará. Relata a história de luta, os sonhos e as ameaças de morte sofridas pelo sindicalista, combinando depoimentos de familiares e amigos com imagens de vídeo do arquivo pessoal do sindicalita. Reconstitui o momento do seu assassinato a partir do relato emocionado de sua esposa e filhos. Vídeo utilizado como instrumento de mobilização e sensibilidade da sociedade paraense para atenção com os casos de violência no campo.

Duração: 30 min. 

Realização: Comissão Pastoral da Terra - CPT. 

Direção e Produção: Evandro Medeiros [Professor da UFPA, Campus de Marabá].

CineMIS de Maio: Celebração ao Dia Internacional do Público

Neste ano de 2014, o movimento cineclubista de Campo Grande participará da celebração pelo Dia Internacional do Público (10 de Maio)!


Para comemorar a data, cinco cineclubes campo-grandenses se reunirão, no projeto CineMIS, a fim de realizarem atividades de exibição, seguidas de debates voltados a discussão sobre o Público, recolocando em pauta e fortalecendo a Campanha Pelos Direitos do Público que, desde 2008, é desenvolvida mundialmente pela FICC / Federação Internacional de Cineclubes e no Brasil pelo CNC / Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

E, em nome dos Direitos do Público, a programação do CineMIS, no mês de maio, será: 

DIA 12 - Cineclube Aliança Francesa
Filme: O Amante(L'Amant) (Jean-Jacques Annaud )
Mediador: Prof Herbert Covre

DIA 13 - Cineclube Cinema e Utopia
Filme: Hannah Arendt (Margarethe Von Trotta)
Mediador: Sebastião Lima

DIA 14: Cineclube Cine Cacos
Filme: Tudo Sobre Minha Mãe (Pedro Almodóvar)
Mediadores: Prof Aparecido Reis (Ciências Sociais/ UFMS) e Izabela Sanches (Acadêmica de Jornalismo / UFMS)

DIA 15: Cineclube Cinema (d)e Horror
Filme: Elefante (Gus Van Sant)
Mediador: Ravel Giordano Paz

DIA 16: Cineclube Transcine
Filme: Clube de compra dalas (Jean-Marc Vallée )
Mediador: Givago Oliveira

Convidamos, então, aos cineastas, aos cinéfilos e aos cineclubistas a fazerem uma atenta leitura da Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor”, elaborada na Assembléia Geral da FICC (1987), a fim de promover a defesa de direitos cada vez mais importantes no contexto de um mundo cada vez mais dependente da comunicação e da linguagem do audiovisual. 

Leiam, reflitam e, se possível, apoiem e participem desta campanha. Afinal, o Público Somos Todos Nós!

CARTA DOS DIREITOS DO PÚBLICO OU “CARTA DE TABOR”

A Federação Internacional de Cineclubes (FICC), organização de defesa e desenvolvimento do cinema como meio cultural, presente em 75 países, é também a associação mais adequada para a organização do público receptor dos bens culturais audiovisuais.Consciente das profundas mudanças no campo audiovisual, que geram uma desumanização total da comunicação, a Federação Internacional de Cineclubes, a partir de 
seu congresso realizado em Tabor (República Tcheca), aprovou por unanimidade uma Carta dos Direitos do Público

1. Toda pessoa tem direito a receber todas as informações e comunicações audiovisuais. 

Para tanto deve possuir os meios para expressar-se e tornar públicos seus próprios juízos e opiniões. Não pode haver humanização sem uma verdadeira comunicação.

2. O direito à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, fontes de toda transformação cultural e social, são direitos inalienáveis. Constituem a garantia de uma verdadeira compreensão entre os povos, a única via para evitar a guerra.

3. A formação do público é a condição fundamental, inclusive para os autores, para a criação de obras de qualidade. Só ela permite a expressão do indivíduo e da comunidade social.

4. Os direitos do público correspondem às aspirações e possibilidades de um desenvolvimento geral das faculdades criativas. As novas tecnologias devem ser utilizadas com este fim e não para a alienação dos espectadores.

5. Os espectadores têm o direito de organizar-se de maneira autônoma para a defesa de seus interesses. Com o fim de alcançar este objetivo, e de sensibilizar o maior número de pessoas para as novas formas de expressão audiovisual, as associações de espectadores devem poder dispor de estruturas e meios postos à sua disposição pelas instituições 
públicas.

6. As associações de espectadores têm direito de estar associadas à gestão e de participar na nomeação de responsáveis pelos organismos públicos de produção e distribuição de espetáculos, assim como dos meios de informação públicos.

7. Público, autores e obras não podem ser utilizados, sem seu consentimento, para fins políticos, comerciais ou outros. Em casos de instrumentalização ou abuso, as organizações de espectadores terão direito de exigir retificações públicas e indenizações.

8. O público tem direito a uma informação correta. Por isso, repele qualquer tipo de censura ou manipulação, e se organizará para fazer respeitar, em todos os meios de comunicação, a pluralidade de opiniões como expressão do respeito aos interesses do público e a seu enriquecimento cultural.

9. Diante da universalização da difusão informativa e do espetáculo, as organizações do público se unirão e trabalharão conjuntamente no plano internacional.

10. As associações de espectadores reivindicam a organização de pesquisas sobre as necessidades e evolução cultural do público. No sentido contrário, opõem-se aos estudos com objetivos mercantis, tais como pesquisas de índices de audiência e aceitação.

Tabor, 18 de setembro de 1987

Maiores informações sobre o dia internacional do público em: 

Cineclube Eco Social - Circuito Regional de Formação no Espírito Santo


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Biografia De Bob Marley En Español


Historia de la Marihuana HD Completo Documental History Channel


Save A Life by Shaggy and Friends



C-Sharp- Somewhere


Jamaica Jazz & Blues 2014







Rehab - The Jolly Boys ( Modern Mento version of Amy Winehouse's hit)

Listen in to the fresh modern mento cover of Amy Winehouse's hit "Rehab" by the Jolly Boys featuring Albert Minott. 

From their forthcoming album Great Expectation, (C) 2010 Geejam Recordings. 

Visit www.jollyboysmusic.com. 

"Mulheres do Mangue", Vida e Trabalho da Mulher em Comunidades de RESEX

Filme sobre as condições e cotidiano de vida e trabalho de mulheres em comunidades de área da RESEX Caeté-Taperaçu [Bragança - Pará], focando em especial a catação de caranguejo como atividade fundamental de sustentação econômica familiar.

Uma produção do Grupo de Estudos Socioambientais Costeiros / ESAC [Programa de PG em Biologia Ambiental - UFPA] em parceria com o coletivo de produção áudio visual Co.Inspiração Amazônica Filmes.

Inauguração Bahia Criativa incubadora


Partir O Mar Em Banda - videoclipe "O Quintal" de Ayam Ubráis Barco

. . O Quintal . . 
Ayam Ubráis Barco . . 
¡ Partir O Mar Em Banda !

(Clipe Oficial)

Ficha Técnica

Realização: Voo Audiovisual, Isaias Cinewedding, Núproart e Cavalo Design

Artista: Ayam Ubráis Barco
Roteiro: Ayam Ubráis Barco, Henrique Filho, Edson Bastos, Isaías Neto, Victor Aziz, Cristiane Santana e Kaula Cordier.
Direção: Henrique Filho
Produção Executiva: Edson Bastos
Produção: Cristiane Santana
Fotografia: Isaias Neto
Câmeras: Isaias Neto, Henrique Filho, Victor Aziz
Cenografia e Efeitos Visuais: Victor Aziz
Montagem: Henrique Filho
Designer e Contra-regra: Kaula Cordier

facebook.com/ayamubraisbarco

A HISTÓRIA DE EUCLIDES NETO NAS PALAVRAS DE RITA LÍRIO

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) serviu de cenário do lançamento do livro "A palavra e o tempo de Euclides Neto: um garimpeiro da identidade cultural grapiúna", de autoria de Rita Lírio de Oliveira. A publicação, feita pela Editus, recobra vida e obra de um escritor com alma proeminente itabunense e cuja obra por vezes é desconhecida de seus concidadãos. 

O lançamento contou com apresentações de teatro e poesia. A escritora, Rita Lírio, falou de sua emoção ao lançar o seu primeiro título literário, obra advinda de suas pesquisas em nível de Mestrado. "Eu me senti muito tranquila ao escrever sobre Euclides Neto pelo fato de observar na história dele uma história de garra e coragem. As descobertas feitas suscitam algo que não pode e nem deve ficar no vazio do esquecimento", declarou. 

Quem compareceu ao evento esteve a todo o tempo envolvido com o universo de um menino que nasceu na zona rural, permeado da cultura agrícola das fazendas de cacau e que se envolveu fervorosamente com os estudos, com a escrita, com a carreira jurídica e com as letras, numa época em que, nessa perspectiva, estudar era algo praticamente inconcebível.