terça-feira, 18 de março de 2014

Hino de Batutas de São José - Babi Jaques & Os Sicilianos e Maestro Spok

Em homenagem aos 80 anos do bloco de carnaval Batutas de São José, a banda Babi Jaques & Os Sicilianos convida o Maestro Spok para fazer uma nova versão do "Hino de Batutas de São José" de João Santiago. O Videoclipe faz parte do documentário "Sabe lá o que é isso", uma parceria entre Babi Jaques e Os Sicilianos e a Candiero Produções Adiovisuais, dirigido por Wilson Freire. O documentário tem como mote principal uma discussão acerca das inovações estéticas ocorridas com o frevo ao longo de sua história. Ainda dentro da narrativa, ele conta um pouco dos 80 anos de resistência do bloco Batutas de São José, da destruição física do bairro de São José na década de 70, da história do carnaval de rua do Recife e da relação dos membros da banda com a música pernambucana. A produção conta com a participação do jornalista José Teles, do Maestro Spok, do escritor e compositor Marcelo Varela e do radialista Hugo Martins, conhecido como "a enciclopédia viva do frevo".

Irê Irê (Kaniôre) - Lumumba/Antônio Carlos Tc

Artista: Lumumba
Música: Irê Irê (Kaniôre) - Lumumba/Antônio Carlos Tc

Lumumba - voz e guitarra
Israel Che - guitarra
Christian Euzebio - baixo
Carlos Caçapava - percussão
Dudu Marques - bateria

Produzido no Estúdio 185
Câmera: Beto Mendonça
Edição e finalização: Beto Mendonça e Jeannine Gentile
Direção: Beto Mendonça



Audiovisual produzido retrata a marcha dos povos da Cabruca e da Mata Atlântica em apoio ao povo indígena Tupinambá - Sul da Bahia - Brasil

Caminhada em direção a Aldeia Serra do Padeiro do povo Tupinambá de Olivença. Atividade da Marcha dos povos da Cabruca e da Mata Atlântica ocorrida no período de 14 a 16 de março de 2014. Promovida pela "Teia Agroecológica".

sexta-feira, 7 de março de 2014

RÁDIO KIRIRI RETOMA ATIVIDADES COM OFICINAS NA ALDEIA MIRANDELA


O I Ciclo de Oficinas do Projeto Rádio Kiriri marcou a retomada das atividades da rádio indígena Kiriri FM. Ao longo dos dias de formação, que aconteceu entre 2 e 8 de março, indígenas Kiriris da Aldeia Mirandela, localizada no município de Banzaê, na Bahia, participaram de atividades formativas para a manutenção e operação da Rádio que funciona na aldeia desde 2012.

As atividades colaboraram com a retomada das transmissões da rádio que haviam sido paralisadas por motivos técnicos e operacionais. Os aparelhos de transmissão e os computadores, microfones e mesa de som passaram por manutenção corretiva e preventiva; alguns equipamentos foram substituídos, um novo computador para edição foi instalado e a rádio voltou a ocupar a faixa da frequência, para alegria dos indígenas que estavam sentindo muita falta da "rádio dos índios", como também é conhecida na região.

Para seu Lôro, artesão indígena que vive na aldeia Mirandela, o retorno da transmissão agradou muito a todos que já estavam acostumados com a rádio. “Além das músicas que fizeram falta, sem a rádio perdemos a forma de nos comunicar com os parentes que ficam nas outras aldeias. Com a rádio é mais fácil. Se precisar dar uma notícia, avisar de uma reunião, é mais rápido que ir de casa em casa”, afirma.

Durante as atividades, uma nova forma de organização, de funcionamento e programação para rádio foi pensada, levando em consideração o período em que a rádio funcionou na aldeia, a integração de novos programadores e locutores e os novos objetivos traçados durante a reunião que discutiu a gestão da rádio, entre a equipe do projeto e as principais lideranças da Aldeia. Ficou decidido que os novos programadores terão a função de estimular ainda mais a cultura e a história indígena e da aldeia, com a inserção de programas ao vivo, produções gravadas e mais músicas indígenas.

Para isso, a equipe de programadores passou por um intensivo processo de formação para a produção de conteúdos de áudio. Com o apoio da equipe técnica do projeto, apoiado pela Assessoria de Juventude e Culturas Digitais da Secretaria de Cultura da Bahia, os indígenas conheceram e foram orientados para a utilização dos principais equipamentos de transmissão e gravação, e para o uso de Softwares Livres de edição.

Gilberto Kiriri, um dos indígenas que participou das oficinas, destaca as novidades que aprendeu. “Aprendemos a fazer vinhetas, a gravar uma entrevista, cortar o que não ficou muito bom e juntar as partes para dar sentido nas histórias. Com isso, o funcionamento da rádio vai ficar melhor. Vamos poder gravar uma propaganda, um aviso e deixar tocando automaticamente. Antes tinha que ficar falando toda hora.” Gilberto não esconde que “mexer” com a tecnologia ainda assusta, principalmente para ele que tem dificuldades com a leitura. Ainda assim, faz questão de reforçar que aprendeu tudo, e que na hora de falar, “se os outros tem vergonha, pode me chamar que eu falo e o pessoal gosta muito”.

Na opinião de Ricardo, que também faz parte da equipe da Kiriri FM, as oficinas foram muito boas pois reforçaram o que ele havia aprendido nas oficinas anteriores e o que vinha praticando, depois que adquiriu um computador e instalou a internet em sua casa. “Com essas oficinas fiquei mais preparado para mexer na rádio. Já sabia gravar e colocar para tocar, mas essa parte nova da edição foi muito boa. Eu gosto de tocar e cantar e agora posso dar uma melhoradas nas minhas músicas antes de colocar na rádio”.

Por Sergio Melo, produtor e oficineiro do projeto Radio Kiriri

sábado, 1 de março de 2014

ocanossa midia



Conflitos pela demarcação da terra indígena Tupinambá_Bahia_Brasil

Cobertura do conflito pela demarcação da terra indígena Tupinambá na cidade de Buerarema, Bahia.

BA: PESSOAS SÃO COAGIDAS A FAZER CADASTRO NA FUNAI” ? REFLEXÕES SOBRE A TENDENCIOSA MATÉRIA DO JORNAL DA BAND – BANDEIRANTES E A VELHA HISTÓRIA DE CRIMINALIZAR O POVO TUPINAMBÁ

Postado em 28 fevereiro 2014.
Por Casé Angatu
A primeira consideração é que não vemos nenhum mal um veículo de comunicação assumir posição. Dizemos isto porque todo ponto de vista é um olhar parcial. Ou em outras palavras, a imparcialidade é uma impossibilidade humana. Mesmo a lei e a justiça tem sua parcialidade. Isto é, a lei é feita por homens para atender determinados interesses. Por exemplo, a defesa quase absoluta da grande propriedade privada rural feita pelas leis brasileiras.

O problema é que o Jornal da Band na matéria discutida neste texto e denominada: “BA: pessoas são coagidas a fazer cadastro na FUNAI”, bem como quase todos os veículos de comunicação, não assumi junto ao público sua parcialidade, como fazemos em nossos espaços na rede social virtual. Um bom exemplo é este nosso perfil que defende abertamente: a Demarcação Já do Território Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia) por sermos indígenas e acreditarmos na ancestralidade do Povo que reivindica seus direitos originários.

A Band, cujo nome inteiro diz muito sobre os que a constituem (Grupo Bandeirantes), tenta demonstrar que é imparcial em suas matérias e pontos de vista. Porém, neste caso particular em sua matéria jornalística joga a opinião pública contra o Povo Tupinambá e o processo de Demarcação de seu Território. O problema é que a mesma emissora não assumiu sua parcialidade como fazemos neste espaço. Esta é impressão que fica explicita na nossa leitura também parcial da citada matéria (veja o link da mesma no final deste texto).

Todo ponto de vista é uma semiologia ou semiótica sobre a realidade que se deseja retratar, como analisam Charles Peirce, Jacques Lacan, Slavoj Žižek, Noam Chomsky, Saussure, Michel Foucault, Darton, entre outros pensadores cujas linhas deste texto seriam poucas para denominá-los. Como bem analisou Hans-Georg Gadamer em seu livro “O Problema da Consciência Histórica” (FGV, 2006):

“Entendemos por consciência histórica o privilégio do homem moderno de ter plena consciência da historicidade de todo presente e da relatividade de toda opinião”

Aliás, uma discussão que já não é nova como alguns podem pensar. A semioticidade e/ou relatividade do olhar humano e de sua capacidade analítica já encontra respaldo nos filósofos pré-socráticos, isto sem considerarmos toda tradição filosófica e de sabedoria dos Povos Indígenas da Latinoamerica, Africanos, Aborígenes, Asiáticos, entre outros.

Diziam nossos ancestrais: “quem conta um conto aumenta um ponto”; “nem tudo é o que aparenta”; “nem tudo que reluz é ouro”; “acredito em tudo que vejo e no que não vejo também” …

Porém, os autores da matéria do Jornal da Band e os proprietários daquele veículo devem ter fugidos das aulas de semiótica/semiologia, filosofia, história e antropologia. Ou será que, talvez, buscam camuflar os interesses a que servem? Observem que não estamos afirmando e sim ponderando/indagando, algo que a matéria do referido jornal não faz.

Segundo o pensador francês Michel Foucault, oferecer conceitos, classificar e apresentar versões sobre as coisas, os homens e suas ações é uma forma de exercer poder. Todos nós fazemos isto, consciente ou inconscientemente, de acordo com interesses individuais e coletivos. Então perguntamos: porque não assumirmos nossas imparcialidades? Porque levarmos aos nossos leitores e/ou ouvintes à uma visão parcial como a única possível, como faz a matéria do Jornal da Band dissimulando sua ideologia e posição política?

O historiador Robert Darton contribui com nossa resposta e percepção ao analisar que “a classificação é, portanto, um exercício de poder” (DARTON, Robert. O grande massacre de gatos. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 249).

O tempo todo a referida matéria denomina, adjetiva, classifica e generaliza a partir de uma única versão: a daqueles que são contrários à Demarcação do Território Tupinambá de Olivença.

Vejamos alguns trechos e nossas reflexões sobre os mesmos. Reafirmamos que são nossas e não as únicas possíveis; até porque não somos bandeirantes:

- Jornal da Band: “pessoas são coagidas a fazer cadastro na Funai”.
Perguntamos: o Jornal da Band ouviu todas as pessoas que se cadastraram? Que pessoas são estas? Mesmo existindo: formam a maioria?

- Jornal da Band: “Moradores eram recrutados para se inscreverem como se fossem índios para engrossar invasões de terra no sul da Bahia” e/ou “Centenas de moradores são coagidos a fazer cadastro na Funai (Fundação Nacional de Índios) como se fossem índios para engrossar invasões de terra no sul da Bahia.”
Questionamos: o Jornal da Band ouviu todos os moradores de Olivença cadastrados? Quais são estes moradores coagidos ao cadastramento? Mesmo existindo: formam a maioria? Os jornalistas contaram quantos eram para chegarem ao dado de centenas?

- Jornal da Band: “A área pretendida pela Funai fica numa região conhecida como Costa do Cacau e do Dendê. São terras ocupadas tradicionalmente há séculos por mestiços, descendentes de índios, brancos e negros que povoaram o Brasil desde os tempos do descobrimento.”
Analisamos: Será que os responsáveis pelo Jornal da Band leram a Constituição Brasileira e/ou ouviram falar da “Convenção n° 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT – Sobre Povos Indígenas e Tribais 07/06/1989”? Vale frisar que o Brasil é consignatário desta Convenção. Porém, caso os responsáveis pelo Jornal da Band não ouviram falar da mesma e/ou faltaram às aulas de antropologia e história irei ajuda-los. O texto da Convenção 169, entre outras dimensões, diz o seguinte:

“A auto identificação como indígena ou tribal deverá ser considerada um critério fundamental para a definição dos grupos aos quais se aplicam as disposições da presente Convenção.”

- Jornal da Band: “(…) mais de 100 propriedades já foram invadidas por grupos armados liderados por caciques que se dizem índios Tupinambá”; “Para aumentar o exército de invasores, os caciques fora da lei forjam cadastros de não índios.”
Discutimos: Nestas duas frases o Jornal da Band abusa então das classificações: “propriedades invadidas”; “caciques que se dizem índios Tupinambá”; “exército de invasores”; “cadastro de não índios”. Percebe-se que em nenhum momento existe a perspectiva de uma análise sobre estas denominações ou sua contextualização. Caso os jornalista do Jornal da Band morassem em Olivença e região iriam perceber (se é que não perceberam) que as mesmas são usualmente aplicadas pelos ruralistas e os contrários à demarcação. Talvez a leitura do Relatório Demarcatório da FUNAI de 2009 seria uma ótima indicação para os atores da matéria. Porém, pensamos que não adiantaria porque o filtro ideológico do jornal é claramente contra a Demarcação Territorial e para isto precisa desqualificar os indígenas Tupinambá.

- Jornal da Band: “(…) mais de 100 propriedades já foram invadidas por grupos armados liderados por caciques”; “Os conflitos aumentaram desde que uma base da Polícia Federal foi atacada no início do ano. Os índios são apontados como autores dos disparos. No início do mês, um agricultor foi morto a tiros e teve a orelha cortada. Quatro suspeitos são procurados, mas até agora ninguém foi preso.”

Pensamos: Por fim, a matéria criminaliza o Povo Tupinambá sem provas, reproduzindo as versões que estão presentes em parte da mídia local e criminal, bem como nas falas dos proprietários. Ou seja, o Jornal da Band faz acusações graves sem demonstrar provas. Perguntamos: quais as provas para estas acusações? Os caso citados foram apurados? Isto é legal?

O próprio MST, Movimento que luta pelos direitos dos trabalhadores rurais, ao tratar da morte do trabalhador rural citado na matéria em seu Manifesto de Apoio à Luta do Povo Tupinambá de 13/02/2014 salienta:

“Por estas razões o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST REPUDIA A TENTATIVA DE CRIMINALIZAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS E EXIGE A APURAÇÃO DOS FATOS QUE ENVOLVEM A MORTE DO AGRICULTOR ASSASSINADO!

- PELA UNIÃO DOS TRABALHADORES RURAIS E POVOS INDÍGENAS!

- PELA IMEDIATA OFICIALIZAÇÃO DA DEMARCAÇÃO DO TERRITÓRIO INDÍGENA TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA PELO GOVERNO FEDERAL”

Reparem também que em nenhum momento a matéria do Jornal da Band cita: os quatro indígenas mortos somente neste ano (2014); os carros incendiados da SESAI; as ameaças contra a comunidade indígena que até suspenderam as aula na Escola Indígena Tupinambá; a ocupação do exército e força de segurança nacional voltada somente para conter o Povo Indígena; as “reintegrações” de posse violentas; os quebra-quebras promovidos pelos ruralistas em Buerarema.

Perguntamos mais uma vez: será que a forma como o texto do Jornal da Band foi realizado não é uma contribuição à criminalização que vivem os Tupinambá em Olivença? O texto não contribui com a violência e descriminação contra a Comunidade Indígena local? Isto é legal? Caso sim novamente indagamos: porque então não assumem sua parcialidade? Respondemos: sempre a partir de nossa ótica, acreditamos que o jornal publicou a matéria para ajudar na (des)informação da opinião pública.

Lembramos então de algo semelhante também descrevendo os Tupinambá:

“(…) são os mais cruéis e desumanos de todos os povos americanos, não passando de uma canalha (…) Os mais dignos dentre eles não são merecedores de nenhuma confiança”. Apesar das semelhanças com o texto do Jornal da Band estes trechos foram escritos por André Thévet, frade fransciscano francês, que esteve no Brasil entre 1555-1556.

Os Tupinambá de Olivença vivenciaram e ainda vivenciam um histórico processo de criminalização e perseguições que os fizeram, por vezes, calarem-se. Quando assumiam-se como Índios e lutavam por seus direitos foram brutalmente perseguidos a exemplo do Índio Caboclo Marcelino – preso por duas vezes entre as décadas de 1930-1940. Porém, os Índios de Olivença nunca deixaram de serem Índios. A diferença é: quando reivindicam seus direitos originários ao Território Ancestral são criminalizados e preconceituados.

O que sabemos, como o próprio texto do Jornal da Band em suas entrelinhas admite, é que as terras de Olivença são “ocupadas tradicionalmente há séculos” por seus habitantes. Muitos moradores que, em grande parte, foram coagidas a se calarem em sua ancestralidade indígenas através da histórica violência.

Por isto ponderamos: não façam como os responsáveis pela matéria do Jornal da Band, leiam: o Relatório de Demarcação da FUNAI de 2009; a Convenção 169 da OIT; os artigos da Constituição Brasileira relativos aos Povos Indígenas; procurem a literatura antropológica e histórica sobre Povos Originários; leiam o Livro de Susana de Matos Veiga – “Terra Calada: os Tupinambá na Mata Atlântica do Sul da Bahia”; o livro “Índios na Visão dos Índios – Memória”; entre outros estudos valiosos, comprometidos e sérios sobre Olivença e o Povo Tupinambá de Olivença. Aqui mesmo na internet é possível encontrar entrevistas, textos e informações alternativas aos que são contrários à Demarcação do Território Tupinambá.

Pensamos: o que incomoda o Jornal da Band e os contrários à Demarcação não é o reconhecimento étnico dos moradores de Olivença como Tupinambá, mas sim o direito ao Território Ancestral.

Deste modo, seria bom que o referido Jornal assumisse sua parcialidade e posturas para que seus leitores não leiam suas matérias como “retrato fiel da realidade”. Ou seja, deixamos uma sugestão: Jornal da Band faça como nós em nossos espaços da rede social – assuma suas posições e concepções.

Afinal, perguntamos: não é por acaso que a emissora carrega em sua denominação o nome Bandeirantes? Será que como os bandeirantes dos anos de colonização o Jornal da Band deseja criminalizar e demonizar os Povos Originários para depois justificar o massacre e a invasão de suas terras? Será que a Bandeirantes segue a trilha dos bandeirantes que na falta de esmeralda caçavam os Índios? Então porque tanta agressividade na matéria contribuindo com o preconceito, ódio, criminalização e violência contra o Povo Tupinambá?

Para finalizarmos, apesar da história nunca ter fim, deixamos uma foto do Gwarini Atã Índio Caboclo Marcelino que também foi criminalizado e preso entre as décadas de 1930-1940.

O Jornal o Estado da Bahia de 06/11/1936 colocava como destaque: “Era uma vez Caboclo Marcellino”. Porém, seu espirito guerreiro permanece presente. Na foto, tirada quando ele foi preso, aparecem da direita para a esquerda os Índios: Caboclinho, Marcionillo, Marcellino, Pedro Pinto e Marcos Leite.

Assim como Marcellino e seus Parentes resistiremos e cantaremos:

“senhor presidente
estas terras nos pertencem
nelas ensanguentaram e mataram
nossos Parentes”…

Awerê!


Esta matéria foi publicada originalmente na Rede Índios on Line - www.indiosonline.net

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mostra Edgard Navarro do superoito ao superoutro


O CineFacom – Mostra Audiovisual dos Estudantes da UFBA exibe no próximo dia 12 de fevereiro (quarta-feira), às 19 horas, uma mostra com filmes do cineasta baiano Edgard Navarro. Serão exibidos quatro filmes, entre os quais o escatológico O Rei do Cagaço (1977) e o cultuado O Superoutro (1989).

PANORAMA HISTÓRICO: O CINEMA E AS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS



Fonte: http://cinemadesanto.blog.com/

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

REDD e PSA, o valor e o preço da natureza

Vídeo pedagógico produzido para o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social a respeito da política de economia verde.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FECIBA - Festival de Cinema Baiano abre inscrições para mostra competitiva em sua quarta edição


O FECIBA – Festival de Cinema Baiano – consolida-se como um evento dedicado à formação, exibição e debate sobre a produção audiovisual baiana.

Realizado desde 2011 em Ilhéus-BA, o FECIBA possui uma programação ampla e diversificada, exibindo cerca de 50 filmes nos formatos de curta, média e longa-metragem, buscando representar o que há de mais atual e o que faz parte da história dessa cinematografia. 

O FECIBA também é um espaçode encontroentre os realizadores e o público, por meio de debates que enriquecem as exibições e ampliam o repertório dos participantes, permitindo ao público entender sobre o processo de produçãoe criação, além de possibilitar ao realizador o contato com seu público. 

Formar e aperfeiçoar profissionais qualificados para o audiovisualé uma das metas do evento, que todos os anos promove 03 oficinas com profissionais reconhecidos pelo mercado. 

Mais de 6 mil pessoas já circularam nos dois anos de existência do FECIBA, mostrando assim a importância do evento, tornando-se dessa forma uma vitrine para que o grande público encontre suas raízes e veja suas histórias nas telas do cinema.






A Coisa Nostra - Episódio I: Na mansão dos Córdulas (Babi Jaques e Os Sicilianos)

"A Coisa Nostra" é uma micro-série de vídeos que tem o intuito de apresentar aos seres de todas as partes, a ilha de Nostrife. Através de um passeio pela tradicional música Nostrifense, o público poderá conhecer cenários e histórias desta fantástica ilha, que trafega pelo mundo sendo transportada por alguns de seus habitantes, uma trupe de mafiosos conhecida por Babi Jaques e Os Sicilianos.

Abrindo as portas de suas casas, Babi, Lasserre, Well e Baros, convidam todos a ligarem suas antenas mentais e adentrarem neste universo peculiar.

No primeiro episódio, a trupe apresenta a canção A Lágrima do Palhaço e a Mansão Córdula, fonte de todas as cores existentes em Nostrife.

"A Coisa Nostra" é dirigida pelo Poeta e Cineasta Wilson Freire e foi produzida pela Coisa Nostra Produções em parceria com a Candiero Produções Audiovisuais e com Macamba, da Vagalume Produtora.

O Baleiro Higiênico - Sangue de Barata TV


Pela cidade um baleiro vende um item um tanto inusitado.

O Menino e o Mundo

Texto do jornalista e crítico de cinema João Carlos Sampaio sobre o longa de animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, que estreou esta semana em circuito nacional.

"O Menino e o Mundo" é o segundo longa-metragem da Filme de Papel, dirigido por Alê Abreu (Garoto Cósmico, 2008). Participações especiais de Emicida, Naná Vasconcelos, Barbatuques e GEM- Grupo Experimental de Música. Trilha sonora original de Ruben Feffer e Gustavo Kurlat.

Sinopse
Cuca é um menino que vive em um mundo distante, numa pequena aldeia no interior de seu mítico país. Certo dia, ele vê seu pai partir em busca de trabalho, embarcando em um trem rumo à desconhecida capital. As semanas que se seguem são de angústia e lembranças confusas. Até que, numa determinada noite, uma lufada de vento arromba a janela do quarto e carrega o menino para um lugar distante e mágico.

Visite o site do filme: http://omeninoeomundo.blogspot.com.br

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Trecho da Teia de Agroecologia no Assentamento Terra Vista

Trecho da Teia de Agroecologia no Assentamento Terra Vista em Arataca - BA, nos dias 19 e 20 de Outubro de 2013 Com a participação dos nossos Irmãos Indígenas, Quilombolas, Sem Terra e vários outros Parceiros... 
Todas as Fotos, vídeos e Edições foram feitas Pela Brigada de Audiovisual dos Povos. 
Todas as Edições foram feias no Cinelerra. 
Viva o software Livre, Viva a Liberdade de escolha e pensamento!!