sexta-feira, 4 de novembro de 2011

“Maranhão 66″

Curta de Glauber Rocha, que originalmente fora encomendada por José Sarney em sua posse pelo governo do Estado do Maranhão em 66, que não foi utilizado para esse mesmo fim, por motivos óbvios.

O canto de resistência dos povos indígenas – Seminário Mundial contra Belo Monte.

ASSISTA AO VÍDEO – Na abertura do Seminário Mundial contra Belo Monte, o canto de resistência dos povos indígenas: UMA CONVOCAÇÃO À LUTA EM DEFESA DA FLORESTA, DOS RIOS E DA VIDA.
Kaiapó, Assurini/PA e TO, Krahô, Guajajara/MA-PA, Apinajés, Xicrin, Juruna, Arara, Amanauê, Guarani, Arawetê, Gavião, Mundurucu, Xipaia, Tupinambá, Tembé, Karajá.
Seminário Mundial contra Belo Monte – 25,26 e 27 de outubro de 2011

Videoclipe "Sistema de Doido"

Videoclipe da música "Sistema de Doido" do cantor Sérgio Di Ramos com o ator Rogério Matos. 
Lançando mais uma nova produção do Mondrongo, música do cantor Sérgio Di Ramos com o ator Rogério Matos, interpretando vários personagens. Todas as cenas foram rodadas na cidade de Ilhéus, no final de Julho. 
Participações de Ely Izidro e Gilton Tomás. Uma realização do núcleo de produção aúdio visual do Teatro Popular de Ilhéus, Mondrongo. Roteiro e Direção, Romualdo Lisboa; Produção, Geisa Pena; Câmera, fotografia e edição, Hermilo Menezes; Iluminação, Ely Izidro; Cenotécnica, Elielton Cabeça; Contra-regragem, Ed Paixão.

CAPITÃES DA AREIA EM ILHÉUS E ITABUNA

Ilhéus e Itabuna terão duas sessões especiais do filme Capitães da Areia, inspirado no livro de Jorge Amado e dirigido por sua neta, Cecília Amado.
Em Itabuna, a exibição será no dia 7 de novembro, às 19h, no Centro Cultural Adonias Filho, em Ilhéus, começa às 19h, no Teatro Municipal.
Os realizadores do longa-metragem, incluindo a diretora, Cecília Amado, os atores que encarnam os personagens principais concederão entrevista coletiva nas duas cidades.
O filme faz parte das comemorações dos 100 anos de nascimento do escritor, que serão realizadas até agosto de 2012. 

O Homem que não dormia


Entrevista com o diretor Edgard Navarro e os atores Bertrand Duarte e Ramon Vane sobre o longa- metragem O Homem que não dormia.

SiNOPSE
Alguns habitantes de um vilarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá deflagrar o conflito interno em que vivem, determinando uma mudança radical em suas vidas.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Quem foi João Cândido?"

João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante negro" (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 — Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969) foi um militar brasileiro, líder da Revolta da Chibata (1910).

Nasceu em 24 de Junho de 1880, na então Província (hoje Estado) do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada (hoje Encruzilhada do Sul), na fazenda Coxilha Bonita que ficava no vilarejo Dom Feliciano - o quinto distrito do Município Encruzilhada, que havia sido distrito de Rio Pardo até 1849. Filho dos ex-escravos João Felisberto e Inácia Cândido Felisberto, apresentou-se, ainda com treze anos, em 1894, na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre com uma recomendação de atenção especial, escrita por um velho amigo e protetor de Rio Pardo, o então capitão-de-fragata Alexandrino de Alencar, que assim o encaminhava àquela escola. Em 1895 conseguiu transferência para a Escola de Aprendizes de Porto Alegre, e em dezembro do mesmo ano, para a Marinha do Brasil, na capital, a cidade do Rio de Janeiro.

Desse modo, numa época em que a maioria dos aprendizes era recrutada pela polícia, João Cândido alistou-se com o número 40 na Marinha do Brasil em Janeiro de 1895, aos 14 anos de idade, ingressando como grumete a 10 de dezembro de 1895.

Em depoimento para a Anamnese do Hospital dos Alienados em abril de 1911 e para a Gazeta de Notícias de 31/12/1912, João Cândido afirma ter sido soldado do General Pinheiro Machado, na Revolução Federalista, em 1893, portanto antes de entrar para a escola de aprendizes do Arsenal de Guerra de Porto Alegre.

Teve uma carreira extensa de viagens pelo Brasil e por vários países do mundo nos 15 anos que esteve na Marinha de Guerra. Muitas delas foram viagens de instrução, no começo recebendo instrução, e depois dando instrução de procedimentos de um navio de guerra para marinheiros mais novos e oficiais recém-chegados à Marinha.

A partir de 1908, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, centenas de marinheiros foram enviados à Grã-Bretanha. Em 1909 João Cândido também para lá foi enviado, onde tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros russos em 1905, reivindicando melhores condições de trabalho e alimentação (a revolta do Encouraçado Potemkin, que virou filme do diretor Sergei Einsenstein em 1925).

Tornou-se muito admirado pelos companheiros marinheiros, que o indicaram por duas vezes para representar o "Deus Netuno" na travessia sobre a linha do equador, e muito elogiado pelos oficiais, por seu bom comportamento, e pelas suas habilidades principalmente como timoneiro. Era o marinheiro mais experiente e de maior trânsito entre marinheiros e oficiais, a pessoa indicada para liderar a revolta, na opinião dos demais líderes do movimento.


A Revolta da Chibata

O uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 3, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.

Já em 1893, na canhoeira Marajó, um contingente de marinheiros havia se revoltado contra o excesso de castigos físicos, exigindo a troca do comandante que abusava da chibata e outros suplícios. Na época, ainda não queriam o fim da Chibata, mas a troca do comandante do navio, para evitar abusos. Definitivamente, não era normal receber chibatadas. E, para piorar, os oficiais extrapolavam o limite de próprio regimento da Marinha, baseado num decreto que nunca foi publicado no Diário Oficial, que estabelecia a criação de Companhias Correcionais que poderiam indicar a punição de até 25 chibatadas, mesmo após a Abolição da Escravatura.

Ainda na Grã-Bretanha, e depois, ao retornarem ao Brasil, os marinheiros que lá estiveram para acompanhar a construção dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, e do cruzador Bahia, iniciaram um movimento conspiratório com vistas a tomar uma atitude mais efetiva no sentido de acabar com a Chibata na Marinha de Guerra do Brasil.

As eleições presidenciais de 1910, embora vencidas pelo candidato situacionista marechal Hermes da Fonseca, expressaram o descontentamento da sociedade com o regime vigente, além das denúncias de fraude e violação de urnas nos bairros em que ele não tinha maioria de simpatizantes. O candidato oposicionista, Rui Barbosa, realizou intensa campanha eleitoral, reforçando a esperança de transformações do povo brasileiro.

Esgotadas as tentativas pacíficas e propositivas dos marinheiros, incluindo uma audiência de João Cândido no Gabinete do presidente anterior, Nilo Peçanha, e na presença do ministro da marinha, Alexandrino de Alencar sem qualquer providência efetiva para o fim dos castigos físicos, os marinheiros decidiram que iriam fazer uma sublevação, uma revolta pelo fim do uso da chibata em 25 de Novembro de 1910. Inicialmente os comitês revolucionários pensaram no dia 14, depois dia 15, depois 19, e por fim fixaram o dia 25.


Entretanto, menos de uma semana após a posse do marechal Hermes da Fonseca, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes foi punido a 21 de Novembro com 250 chibatadas, que não se interromperam nem mesmo com o desmaio do mesmo, conforme noticiado pelos jornais da época, aplicadas na presença de toda a tripulação do Encouraçado Minas Gerais, nau capitânia da nova Esquadra. Este fato antecipou a data programada de 25 para 22 de Novembro de 1910. Seria na noite deste dia porque o comandante do navio Minas Gerais, o Capitão João Batista das Neves, dormiria fora do navio, e então os marujos tomariam posse das armas, dominariam os oficiais em seus camarotes, e teriam o controle do navio mãe, e depois de todos os demais que estavam na Bahia da Guanabara. Entretanto o comandante Batista das Neves voltou mais cedo do que eles esperavam, e um marinheiro mais descontrolado partiu para cima do oficial de serviço, pois não queria mais o adiamento da revolta. O comandante ouve os barulhos, assim como os outros oficiais e todos vêm para o convés. Mesmo aconselhado pelo marinheiro Bulhões a se abrigar, Batista das Neves, se recusa a sair dali, e diz que não sairá de bordo do navio, insistindo em tentar fazer os marinheiros formarem e obedecerem às suas ordens. Os marinheiros já muito exaltados, ao ver que o comandante fere um dos marinheiros, começam a jogar objetos nele, e por fim um marinheiro dá um tiro na cabeça dele. Morrem no Minas Gerais além do comandante, mais dois oficiais (tenente para cima) e 3 praças (sargento para baixo, na simplificação usual).








Reggae da Banda Mormaço de Itabuna / Bahia - só quero o que é meu

Banda Mormaço de Itabuna / Bahia
Imagens do ensaio na casa do Cláudio durante o ano de 2008.
Só pra quem gosta.....
Imagens: José Roberto

SÁBADO TEM CINEMA NO TERREIRO MATAMBA

Sábado dia 06 de novembro a partir das 15:00hs. O ponto de leitura biblioteca Valentim A. Pereira realiza mais uma atividade cultural ligada à leitura. Concurso de redação e pintura para crianças e jovens da comunidade do bairro da conquista com distribuição de prêmios surpresa para os melhores trabalhos. Ás inscrições vão ser feitas no local do evento na praça D.roxa no terreiro matamba tombenci neto.

Confira a programação.
15:00hs. Concurso de redação e pintura
18:00hs. Cinema na praça com distribuição de lanches para os presentes

Participe!

Entrada Grátis!

INAUGURAÇÃO DO PONTO DE LEITURA: BIBLIOTECA VALENTIM A. PEREIRA (TATA KANDEMBURÁ)

Será inaugurado nesta sexta-feira (04), às 19:00hs, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, a biblioteca Valentim A. Pereira (Tata Kandemburá). Abrindo a programação do projeto Novembro Negro do Terreiro Matamba Tombenci - em comemoração ao 20 de novembro, dia nacional da consciência negra - a programação de inauguração terá uma cerimônia religiosa conduzida por Mãe Ilza Mukalê, participação de cordelistas convidados, homenagens e coquetel.


Integrando ao programa Mais Cultura do Governo Federal, o Ponto de Leitura: Biblioteca Valentim A. Pereira (Tata Kandemburá), homenageia um dos responsáveis pela preservação da memória da comunidade do Terreiro Matamba Tombenci Neto. Ele anotava todos os acontecimentos na comunidade em seus cadernos e cadernetas, guardava em seu baú os registros fotográficos de todos os eventos do terreiro, e documentos que ainda ajudam a manter a história deste centenário terreiro preservada.Valentim era esposo da saudosa mãe Roxa, da qual foi o braço direito até a sua morte. Pai da atual mãe de santo do Terreiro Matamba, Mãe Ilza Mukalê, Valentim A. Pereira faleceu no dia 18 de novembro do ano de 1992 aos 83 anos de idade, deixando um legado muito grande pra toda comunidade do Tombenci Neto em Ilhéus.

Visite o blog do Terreiro de Matamba Tombenci Neto
www.matambatombencineto.blogspot.com

Curta Joelma filmado em Ipiaú


O CURTA
Joelma é um curta-metragem de ficção baseado na história de uma das primeiras transexuais da Bahia. O roteiro escrito por Edson Bastos, foi selecionado pelo Edital de Cultura LBGT da Fundação Pedro Calmon e patrocinado pelo Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia.

Sinopse
Joelma, transexual, uma vida marcada por conflitos. Diante das divergências vividas no lar, é posta pra fora de casa e resolve se mudar para Salvador. Lá, conhece Antônio, mendigo, e passam a viver juntos. Estimulada pelo companheiro, Joelma resolve fazer a Cirurgia de Redesignação Sexual, assumindo a condição de mulher. Tempos depois, ao retornar para Ipiaú, sua cidade natal, vê todos os seus sonhos serem destruídos por João, pivô do assassinato que mudará sua história.


Mais informações em: http://www.curtajoelma.com.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Reggae Mormaço - Itabuna / Bahia


EnoiseStudio apresenta:
Banda Mormaço Brasil reggae raiz ..(video experimental)

DJ Rasta Bahia (Peito Seco - para os íntimos) diretamente da Suécia

Ensaio no Javier

Premiados no 5° Festival Visões Periféricas


Lista dos filmes premiados no 5° Festival Visões Periféricas:

Júri Oficial Visorama - Ulisses, Lohayne Oliveira Carvalho, SP.

Menções honrosas - Aloha (SP), Paula Luana Maia. Com o pé esquerdo (PR), Marta Pego dos Santos. Mulé macho, sim senhor (BA), Flávia Guimarães.

Júri Oficial Fronteiras Imaginárias – Número Zero (GO), Cláudia Nunes.

Menções honrosas - Um dia na vida de Nelson Antônio (BA), Nelson Antônio. Tempo de Criança (RJ), Wagner Novais. A fábrica (PR), Aly Muritiba.

Júri Popular Ibero-americana – Conto do Vento, Portugal, Claudio Jordão e Nelson Martins.

Prêmio Ascine/RJ (Cinema da Gema) - Depois de NY, Nova Friburgo, Beatriz Pimenta. Menção honrosa - Segunda no parque, Chico Rodrigues.

Tudojuntoemisturado - Rodas da Fortuna (PA), Walério Duarte. Recebeu 159 votos na internet.

Imagens Remix - O despertar do mundo árabe (SP), Francele Cocco e Afonso Capellaro. Recebeu 156 votos na internet.


Prêmio Ateliê da Imagem: Luiz Carlos P. dos Santos, o Slowdabf, realizador do filme Cuba libre.

Fonte: http://www.visoesperifericas.org.br

Somos todos sacys

A Confraria Produções em co-produção com a Rede SESCSENAC de Televisão apresenta o documentário que mostra a vida, paixão e morte do mito na tradição oral e suas re-significações nos dias atuais. Sendo este mito a alegoria de nossa cultura antropofágica, a relevância para o debate em torno do Sacy se faz pela motivação de pensar e redescobrir o Brasil. 
Você já viu um Sacy? Acredita em Sacy? Como é o Sacy?
Por dois anos, os diretores desse documentário percorreram o interior de São Paulo formulando essas perguntas aos paulistas. Desse passeio encantado originou-se um filme lúdico e poético, tipicamente brasileiro, recheado de iconografias e desenhos, amparado numa pesquisa de tirar o fôlego.

Direção e roteiro: Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha / Montagem: Felippe Brauer, Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha / Animação: Érica Valle / Arte: Marcelo Comparini / Edição e Finalização: Felippe Brauer/ Locução: Tereza Freire / Produção de Campo: Jaime Soares / Músicas de: Batuque de Umbigada interpretado por Batuque de Tietê, Capivari e Piracicaba - Anecide Toledo, Duo Portal, Grupo Cachoeira!, Ivan Vilela, Kiko Carneiro, Gustavo Barbosa e Quarteto Perêrê.

Assista em:

PACIFIC - Um filme de Marcelo Pedroso

O documentário Pacific é todo construído a partir de imagens de passageiros de um cruzeiro que tem como destino uma das mais belas paisagens brasileiras, o arquipélago de Fernando de Noronha. São sete dias de viagem registrados pelas lentes de turistas que filmam tudo, a todo instante. Ao lançar seu olhar sobre o olhar dos personagens, o filme se revela um ensaio sobre a produção de imagens na contemporaneidade e suas implicações políticas, além de lançar luz para uma reflexão sobre a sociedade brasileira, a partir de um grupo social pouco visto e longe dos estereótipos comumente observados em documentários.

Mais informações: