segunda-feira, 13 de junho de 2011

Projeto Memórias do Rio Cachoeira: Música, Poesia e Audivisual

foto Felipe Thomaz


Poesia, música e audivisual  esta é a proposta do Projeto Memórias do Rio Cachoeira idealizado pela Banda Manzuá e Núcleo de Produções Artísticas  da Panorâmica Produções.
A trupe fantástica está com a mão na massa e faz um chamamento à sociedade grapiúna: Vamos contribuir com acervo fotográfico, depoimentos e demais materiais que possam somar no resgate da memória do Rio Cachoeira.
O Cineclube Mocamba deseja sucesso ao projeto !


Conheça melhor o Projeto no Blog Oficial.

Conheça o som da Banda Manzuá:



 Correção: "Projeto Memórias do Rio Cachoeira idealizado pela Banda Manzuá e Núcleo de Produções Artísticas da Panorâmica Produções. "

Este projeto é vencedor do edital de Apoio a produção de conteúdo em música no estado da Bahia, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). É uma realização do Núcleo de Produções Artísticas - NÚPROART, da Panorâmica Produções e Banda Manzuá.

sábado, 11 de junho de 2011

XIV FESTIVAL NACIONAL 5 MINUTOS

Trailer do filme Bahêa Minha Vida

Filme do diretor Mario Cavalcante sobre um dos mais tradicionais clubes baianos promete conquistar o coração dos torcedores do Bahia e dos amantes do futebol.

Leia a entrevista com o diretor e mais detalhes sobre do projeto no i.bahia.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Revista do Cinema Brasileiro



Júlia Lemmertz e Laís Bodanzky
De norte a sul do país, os amantes do cinema nacional já criaram uma relação afetiva com o programa Revista do Cinema Brasileiro, que há 15 anos vem fazendo uma radiografia de todo o audiovisual produzido por aqui.
O Revista do Cinema Brasileiro estreou em outubro de 1995, no período que ficou conhecido como ‘retomada’, quando nada havia sobre o nosso cinema na televisão. No início, era exibido na então TVE, hoje TV Brasil, e foi ao ar também no Canal Brasil e na TV Cultura. Atualmente é exibido exclusivamente na TV Brasil aos sábados, às 20h30, com reprise às terças, à 1h.

Nesses 15 anos, o programa noticiou filmes em produção, calendário de lançamentos e acompanhou a política cultural para o setor, num mapeamento da produção audiovisual brasileira, criando um arquivo da memória do nosso cinema contemporâneo e prestando significativo serviço ao próprio cinema e aos seus espectadores, admiradores, pesquisadores e profissionais.

Apresentado por Júlia Lemmertz desde a primeira edição, a série passou por duas significativas reformulações recentemente. Em 2010, estreou novo cenário e formato, e passou a exibir matérias sobre o melhor do audiovisual em todas as suas formas: dos filmes feitos para internet à videoarte e da telinha do celular às salas de cinema, sem deixar de fora os jogos eletrônicos.

“Com o desenvolvimento do cinema e da televisão a partir das novas tecnologias e com o surgimento dessas Novas Mídias, a produção audiovisual cresceu gerando a necessidade de se pensar o mercado e de estar atento a essas tendências. O Revista é um importante canal de difusão e discussão desse novo tempo”, afirma  Marco Altberg, diretor do Programa.



Nós do Cineclube Mocamba somos telespectadores fiéis do Revista e recomendamos essa emocionante viagem pelo universo da Sétima Arte.


Acesse o site do programa  e confira dia e horário em que o Revista do Cinema vai ao ar pela Rede Brasil.


Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/

Cine Futuro: VII Seminário de Cinema e Audiovisual



De 25 a 30 de julhoSalvador será sede do Cine Futuro: VII Seminário deCinema e Audiovisual. O evento acontecerá em três locais diferentes, conforme a programação: no TCA – sala principal; no ICBA – Cine-Teatro, e no Aliança Francesa – sala de teatro.
A programação do Seminário contará com exibições de longas em quatro categorias: mostra de filmes internacionais, mostra Sandrine Bonnaire, mostra Amor à Francesa, Retrospectiva Bernardo Bertolucci e exibição de filmes indicados ao prêmio da Academia Européia de Cinema.
Haverá ainda mesas-redondas e debates em temas que abordam o Cinema Transcendental, as novas mídias e as artes híbridas, a relação entre política e território no cinema do diretor israelense Amos Gitai, entre outros.
As inscrições para o Seminário podem ser realizadas no site do evento, após efetuar seu cadastro. O valor é de R$ 50. Professores universitários, ou da rede pública e privada de ensino, ou estudantes têm direito a meia-entrada. Mais informações você confere no site oficial do Cine Futuro.

I Mostra de Vídeos Brincantes





Será realizada no período de 17 a 20 de agosto na cidade do Crato-CE a I Mostra de Vídeo Brincantes. A intenção é reunir produções brasileiras, amadoras e profissionais em audiovisual sobre cultura popular. Um dos objetivos da Mostra é criar um acervo audiovisual sobre cultura popular para ser disponibilizado para pesquisa científica e como recurso didático para as escolas de ensino básico.

O evento consistirá de apresentação pública dos vídeos em telão que será montado no espaço aberto do Centro Cultural do Araripe, oficina de vídeo com Léo Dantas e Siqueira Jr. e central de reprodução de vídeos para o público, ou seja, os interessados poderão adquirir no local os vídeos que estarão sendo exibidos. Os grupos da cultura popular estarão sendo convidados tanto para assistir, como para receber cópias de vídeos e participar da “brincadeira”.

A iniciativa da Mostra é do Coletivo Camaradas e conta com a parceria da Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Secretária Municipal da Cultura do Crato e Sociedade Cariri das Artes.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 01 de agosto na sala da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA campus do Pimenta ou pelos Correios. (Ver o regulamento no link: http://coletivocamaradas.blogspot.com/2011/05/regulamento-da-i-mostra-de-video.html).

Os vídeos produzidos pelo Projeto de Extensão da URCA “No Terreiro dos Brincantes” serão apresentados durante o evento. O Projeto consiste em visitas aos terreiros da cultura popular da região do Cariri e produção de pequenos vídeos. Já foram produzidos quatro e estão sendo finalizados mais quatro.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jardim das Folhas Sagradas:

     O  Jardim das Folhas Sagradas narra uma história envolvente, capaz de atrair e prender a atenção do público, pela riqueza da linguagem e da trama, construídas com elementos de humor, suspense, aventura, intriga política, romance, lenda, magia, mistério e drama. Propõe, por outro lado, a reflexão crítica sobre a história e o presente da cidade do Salvador.



Em diversas dimensões da sociedade local, o candomblé responde por considerável parcela do amálgama cultural da capital baiana. Sendo a Bahia o lugar onde a diáspora africana manteve mais acesas as práticas religiosas originais, a abordagem da vida da cidade do ponto de vista do povo-de-santo é, assim, repleta de significados e de importância.
O fio que tece a trama é o enfrentamento entre o candomblé – tradicional religião afro-brasileira ritualmente vinculada à natureza – e a expansão imobiliária, um dos fenômenos decorrentes do crescimento e da modernização de Salvador. A dimensão ecológica do candomblé se revela na necessidade de espaço e ambientes naturais adequados para sua liturgia. Historicamente, os terreiros dispunham deste estoque de natureza, ocupando os arrabaldes da cidade, áreas isoladas alcançadas depois pela expansão urbana. A escassez desses elementos desafia, hoje, a criatividade dos terreiros de Salvador. Kosí euê kosí orixá (“sem folha não há orixá”), ecoa o provérbio iorubá, enfatizando o efeito deletério da redução de espaços verdes e da degradação de reservas naturais.


A intensificação da ocupação do solo urbano de Salvador alterou profundamente a dinâmica dos terreiros e de suas comunidades, impondo-lhes crescentes restrições espaciais, em situações que obrigam a adaptações e diferentes saídas: a luta para consolidar posições e territórios, a transferência para áreas mais periféricas ou a mera extinção. Tal contexto delineia o cenário em que o ex-bancário Bonfim – filho de uma yalorixá e de um jornalista de esquerda – persegue o objetivo de criar o “Jardim das Folhas Sagradas”. Neste intento, experimentará o sabor do amor e do desprezo, da amizade e da traição, compartilhando, com o espectador, o aprendizado do uso da força e da sabedoria ancestral do candomblé para a superação dos obstáculos construídos pelas contradições e conflitos da modernidade.


NAVEGUE PELO SITE DO PROJETO !

Inscrições abertas para o Festival de Vídeo Tela Digital 2011


Continuam abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições para o Festival de Vídeo Tela Digital. Os vídeos podem ser realizados com qualquer tipo de equipamento: câmeras de vídeos, câmeras fotográficas digitais, celulares ou animações feitas em computador e devem ter de 3 a 12 minutos de duração, créditos inclusos. De acordo com o regulamento, não há restrição ao formato, gênero ou ano de produção das obras concorrentes, que podem ser feitas com câmeras profissionais, câmeras fotográficas digitais, celulares ou animações feitas em computador.

A premiação será anunciada no programa de encerramento da série em outubro de 2011


MAIS INFORMAÇÕES

SJCDH divulga edital para produção de videodocumentário

Poderão participar instituições sem fins lucrativos que desenvolvem ações de comunicação educativa para crianças e adolescentes
Entre os dias 04 e 20 de junho a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, através da Superintendência de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos (SUDH), receberá inscrições de instituições da sociedade civil, sem fins lucrativos, interessadas na realização de oficina e vídeo-documentário sobre tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças, adolescentes e jovens no Estado da Bahia.

Poderão participar da seleção pessoas jurídicas e de direito privado que desenvolvam ações para crianças e adolescentes, com atuação em todo território nacional. O objetivo é disseminar e oferecer instrumentos que contribuam com o enfrentamento do tráfico de pessoas, através da formulação de políticas públicas e aumento da consciência pública sobre o tema.

As inscrições devem ser feitas até 20 de junho na Sede da SJCDH/Coordenação de Gestão, Planejamento e Avaliação da Política em Direitos Humanos – Avenida Luis Viana Filho, 4ª avenida, nº 400,2º andar, Centro Administrativo da Bahia. O edital está disponível no site:http://www.sjcdh.ba.gov.br/

Cineclube Roberto Pires no Ibahia.com

O ibahia.com publicou uma matéria muito legal sobre o Cineclube Roberto Pires de Salvador-BA.
Vale a pena conferir ! Clique aqui.

O Atalho por Grampão Ramone


Em mais um dia de decepções e amarguras, ele decide tomar um atalho para a "solução".

 Animação feita  no "Pivot Stickfigure Animator" e "CyberLink PowerDirector" pelo artista grapiúna Rodrigo Rodrigues, o Grampão Ramone.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CNC- SUBSCREVE CARTA DE REPÚDIO CONTRA A CENSURA NO ACRE

O CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros subscreveu a CARTA DE REPÚDIO CONTRA A CENSURA NO ACRE divulgada na tarde de hoje (3 de junho) por realizadores independentes, cineclubistas, artistas, produtores e articuladores das políticas públicas para a cultura do Estado do Acre, que tem como alvo alguns Deputados Estaduais que censuraram à exibição do filme “Eu não quero voltar sozinho” (2010), do diretor premiado Daniel Ribeiro, na Escola Armando Nogueira, nesta semana.

Confira abaixo a CARTA

Sob a linha d´agua: Imagens Subaquática


O Instituto Claro e o Festival Nacional de Curtíssima Metragem – Claro Curtas promovem circuito de oficinas gratuitas do projeto Laboratório – Experimentações Audiovisuais em diversos estados brasileiros.

Em Ilhéus as atividades aconteceram nos dias 31 de maio e 01 de junho na Fundação Cultural de Ilhéus.


Veja só a viagem subaquática que Eneida Assuncao Sanches, Grampão Ramone e Flávio Lopes produziram no Projeto Laboratório de Ilhéus.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano"

Conheçam o premiado documentário "Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano" que conta a história do revolucionário grupo musical Novos Baianos e  confiram a entrevista com o diretor  Henrique Dantas.


Assista ao trailer de "Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano"!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE É TER CULTURA CINEMATOGRÁFICA?



POR ANDRÉ SETARO


O que é, afinal de contas, cultura cinematográfica? Quando se pode dizer que determinada pessoa tem cultura cinematográfica? Apoiando-me numa preciosa definição do falecido crítico literário José Paulo Paes, tradutor e ensaísta de grande renome, vou tentar expandir o seu conceito de cultura para o cinema. Disse ele numa palestra: "Cultura não é acumulação de informação, é assimilação de informação, é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. A cultura se revela no modo de falar, de sentar, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica o seu olhar. (Veja bem, a observação, aqui: "Cultura é o que modifica o seu olhar"). Não é preciso ler muito, mas ler bem"

Procurando aplicar, ao cinema, o que José Paulo Paes definiu como cultura, podemos dizer que o verdadeiro cinéfilo é aquele que assimila bem os filmes vistos e, por conseguinte, lembra-se de certas sequências após ter esquecido o que viu. Existem, infelizmente, pessoas que assistem aos filmes como produtos meramente descartáveis, esquecendo-os completamente pouco tempo depois de tê-los visto. Ora, pessoas assim não podem ser consideradas cinéfilas, porque, para poder ostentar esta condição, de apreciadoras do cinema, devem, antes de tudo, assimilar bem o que viu para, então, ter, até, modificado o seu olhar pela influência de certas obras fundamentais.

Não seria exagero afirmar que depois que vi Oito e meio (Otto e mezzo), de Federico Fellini, tive, modéstia à parte, meu olhar modificado, e um novo horizonte se despontou, para mim, em relação às potencialidades expressivas do cinema como um autêntico veículo de expressão artística. Oito e meio traumatizou a minha condição de então de cinéfilo en passant. Filmes, porém, como os blockbusters oriundos da indústria cultural desta maldita contemporaneidade, somente entram pelos olhos dos espectadores, entorpecendo-os, brutalizando-os, sem que haja nenhuma modificação de suas visões de mundo (não gosto dessa expressão olhar,que me parece muito academizante - mea culpa se a usei acima). A iniciação de um cinéfilo se faz pelo processo temporal, pois a habitualidade é uma conditio sine qua non da formação de platéias. Já se disse que o excesso de informação pode gerar a desinformação, porque, antes de mais nada, necessária a contemplação, pois é através desta que se penetra na coisa e, é por meio dela que se inicia o processo de conhecimento do sentido do cinema. Um filme como Morangos silvestres (Smultronstallet), de Ingmar Bergman, ou Dogville, de Lars Von Trier, ou, ainda, Sobre meninos e lobos (Mystic river), de Clint Eastwood, Ervas daninhas (Les herbes folles), de Alain Resnais, para se ficar mais no contemporâneo (e considerando que, desaparecidos os grandes mestres do cinema, é preciso que as pessoas se contentem com os que restam), são obras que oferecem àquele que as aprecia uma nova perspectiva, ainda que pessimista diante do mundo - mas não se pode esquecer que a vida é traiçoeira e cruel.

A cultura cinematográfica é aquela, portanto, que, assimilada, é sempre lembrada mesmo depois que muitos anos tenham se passado daquilo que se viu. São os filmes que ficam na memória, que nos fazem sentir que o cinema é um poderoso instrumento estético, humanista, revelador etc. Se uma obra cinematográfica é capaz de fazer uma pessoa modificar o seu olhar (vá lá, bata-me um suco de graviola!), esta obra tem um valor que transcende o mero entretenimento, acrescentando-lhe uma visão mais profunda e, com isso, tornando o cinema um veículo produtor de sentidos.

Necessário, no entanto, não confundir alhos com bugalhos, saber apreciar tanto um filme de narrativa clássica inteligente como uma narrativa cujas tomadas, demoradas, procurem uma desvinculação de modelos já gastos. O valor cinematográfico de um filme se encontra na maneira pela qual o tema é tratado, pelo modo pelo qual o realizador manipula os elementos da linguagem cinematográfica em função da explicitação temática. Assim, não é preciso ver muito, mas ver bem, embora o vestibulando a cinéfilo precise ver o maior número de filmes possível para saber, depois, separar o joio do trigo. Quando comecei, há trinta e seis anos, três décadas nada prodigiosas, minha carreira de comentarista, via todos os lançamentos da semana. Freqüentava, em tempos pretéritos, as salas de cinemas todos os dias e, num ano, conhecia todos os filmes que fossem lançados no mercado. Hoje, cansado de guerra, sou mais seletivo.

Há filmes ruins, por outro lado, que ensinam pelos seus erros, pela sua tragédia como possibilidade cinematográfica. Saber ver os erros, ter consciência de um filme enquanto linguagem, que se traduz numa narrativa a conduzir a fábula, sentir os momentos capazes de proporcionar estesia, saber, enfim, admirar um corte de Welles, um contracampo de Jean Renoir, uma panorâmica de John Ford, um travelling de Hitchcock, a desdramatização de um Michelangelo Antonioni e seu domínio da anti-narrativa, o cinema enquanto ensaio proposto por Godard, etc, é saber ver o cinema. O que significa dizer: é ter cultura cinematográfica.

André Setaro é crítico de Cinema e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.


Agradecemos o professor André que muito gentil,  enviou este artigo especialmente para nosso Blog.


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