quinta-feira, 9 de junho de 2011

SJCDH divulga edital para produção de videodocumentário

Poderão participar instituições sem fins lucrativos que desenvolvem ações de comunicação educativa para crianças e adolescentes
Entre os dias 04 e 20 de junho a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, através da Superintendência de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos (SUDH), receberá inscrições de instituições da sociedade civil, sem fins lucrativos, interessadas na realização de oficina e vídeo-documentário sobre tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças, adolescentes e jovens no Estado da Bahia.

Poderão participar da seleção pessoas jurídicas e de direito privado que desenvolvam ações para crianças e adolescentes, com atuação em todo território nacional. O objetivo é disseminar e oferecer instrumentos que contribuam com o enfrentamento do tráfico de pessoas, através da formulação de políticas públicas e aumento da consciência pública sobre o tema.

As inscrições devem ser feitas até 20 de junho na Sede da SJCDH/Coordenação de Gestão, Planejamento e Avaliação da Política em Direitos Humanos – Avenida Luis Viana Filho, 4ª avenida, nº 400,2º andar, Centro Administrativo da Bahia. O edital está disponível no site:http://www.sjcdh.ba.gov.br/

Cineclube Roberto Pires no Ibahia.com

O ibahia.com publicou uma matéria muito legal sobre o Cineclube Roberto Pires de Salvador-BA.
Vale a pena conferir ! Clique aqui.

O Atalho por Grampão Ramone


Em mais um dia de decepções e amarguras, ele decide tomar um atalho para a "solução".

 Animação feita  no "Pivot Stickfigure Animator" e "CyberLink PowerDirector" pelo artista grapiúna Rodrigo Rodrigues, o Grampão Ramone.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CNC- SUBSCREVE CARTA DE REPÚDIO CONTRA A CENSURA NO ACRE

O CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros subscreveu a CARTA DE REPÚDIO CONTRA A CENSURA NO ACRE divulgada na tarde de hoje (3 de junho) por realizadores independentes, cineclubistas, artistas, produtores e articuladores das políticas públicas para a cultura do Estado do Acre, que tem como alvo alguns Deputados Estaduais que censuraram à exibição do filme “Eu não quero voltar sozinho” (2010), do diretor premiado Daniel Ribeiro, na Escola Armando Nogueira, nesta semana.

Confira abaixo a CARTA

Sob a linha d´agua: Imagens Subaquática


O Instituto Claro e o Festival Nacional de Curtíssima Metragem – Claro Curtas promovem circuito de oficinas gratuitas do projeto Laboratório – Experimentações Audiovisuais em diversos estados brasileiros.

Em Ilhéus as atividades aconteceram nos dias 31 de maio e 01 de junho na Fundação Cultural de Ilhéus.


Veja só a viagem subaquática que Eneida Assuncao Sanches, Grampão Ramone e Flávio Lopes produziram no Projeto Laboratório de Ilhéus.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano"

Conheçam o premiado documentário "Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano" que conta a história do revolucionário grupo musical Novos Baianos e  confiram a entrevista com o diretor  Henrique Dantas.


Assista ao trailer de "Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano"!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE É TER CULTURA CINEMATOGRÁFICA?



POR ANDRÉ SETARO


O que é, afinal de contas, cultura cinematográfica? Quando se pode dizer que determinada pessoa tem cultura cinematográfica? Apoiando-me numa preciosa definição do falecido crítico literário José Paulo Paes, tradutor e ensaísta de grande renome, vou tentar expandir o seu conceito de cultura para o cinema. Disse ele numa palestra: "Cultura não é acumulação de informação, é assimilação de informação, é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. A cultura se revela no modo de falar, de sentar, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica o seu olhar. (Veja bem, a observação, aqui: "Cultura é o que modifica o seu olhar"). Não é preciso ler muito, mas ler bem"

Procurando aplicar, ao cinema, o que José Paulo Paes definiu como cultura, podemos dizer que o verdadeiro cinéfilo é aquele que assimila bem os filmes vistos e, por conseguinte, lembra-se de certas sequências após ter esquecido o que viu. Existem, infelizmente, pessoas que assistem aos filmes como produtos meramente descartáveis, esquecendo-os completamente pouco tempo depois de tê-los visto. Ora, pessoas assim não podem ser consideradas cinéfilas, porque, para poder ostentar esta condição, de apreciadoras do cinema, devem, antes de tudo, assimilar bem o que viu para, então, ter, até, modificado o seu olhar pela influência de certas obras fundamentais.

Não seria exagero afirmar que depois que vi Oito e meio (Otto e mezzo), de Federico Fellini, tive, modéstia à parte, meu olhar modificado, e um novo horizonte se despontou, para mim, em relação às potencialidades expressivas do cinema como um autêntico veículo de expressão artística. Oito e meio traumatizou a minha condição de então de cinéfilo en passant. Filmes, porém, como os blockbusters oriundos da indústria cultural desta maldita contemporaneidade, somente entram pelos olhos dos espectadores, entorpecendo-os, brutalizando-os, sem que haja nenhuma modificação de suas visões de mundo (não gosto dessa expressão olhar,que me parece muito academizante - mea culpa se a usei acima). A iniciação de um cinéfilo se faz pelo processo temporal, pois a habitualidade é uma conditio sine qua non da formação de platéias. Já se disse que o excesso de informação pode gerar a desinformação, porque, antes de mais nada, necessária a contemplação, pois é através desta que se penetra na coisa e, é por meio dela que se inicia o processo de conhecimento do sentido do cinema. Um filme como Morangos silvestres (Smultronstallet), de Ingmar Bergman, ou Dogville, de Lars Von Trier, ou, ainda, Sobre meninos e lobos (Mystic river), de Clint Eastwood, Ervas daninhas (Les herbes folles), de Alain Resnais, para se ficar mais no contemporâneo (e considerando que, desaparecidos os grandes mestres do cinema, é preciso que as pessoas se contentem com os que restam), são obras que oferecem àquele que as aprecia uma nova perspectiva, ainda que pessimista diante do mundo - mas não se pode esquecer que a vida é traiçoeira e cruel.

A cultura cinematográfica é aquela, portanto, que, assimilada, é sempre lembrada mesmo depois que muitos anos tenham se passado daquilo que se viu. São os filmes que ficam na memória, que nos fazem sentir que o cinema é um poderoso instrumento estético, humanista, revelador etc. Se uma obra cinematográfica é capaz de fazer uma pessoa modificar o seu olhar (vá lá, bata-me um suco de graviola!), esta obra tem um valor que transcende o mero entretenimento, acrescentando-lhe uma visão mais profunda e, com isso, tornando o cinema um veículo produtor de sentidos.

Necessário, no entanto, não confundir alhos com bugalhos, saber apreciar tanto um filme de narrativa clássica inteligente como uma narrativa cujas tomadas, demoradas, procurem uma desvinculação de modelos já gastos. O valor cinematográfico de um filme se encontra na maneira pela qual o tema é tratado, pelo modo pelo qual o realizador manipula os elementos da linguagem cinematográfica em função da explicitação temática. Assim, não é preciso ver muito, mas ver bem, embora o vestibulando a cinéfilo precise ver o maior número de filmes possível para saber, depois, separar o joio do trigo. Quando comecei, há trinta e seis anos, três décadas nada prodigiosas, minha carreira de comentarista, via todos os lançamentos da semana. Freqüentava, em tempos pretéritos, as salas de cinemas todos os dias e, num ano, conhecia todos os filmes que fossem lançados no mercado. Hoje, cansado de guerra, sou mais seletivo.

Há filmes ruins, por outro lado, que ensinam pelos seus erros, pela sua tragédia como possibilidade cinematográfica. Saber ver os erros, ter consciência de um filme enquanto linguagem, que se traduz numa narrativa a conduzir a fábula, sentir os momentos capazes de proporcionar estesia, saber, enfim, admirar um corte de Welles, um contracampo de Jean Renoir, uma panorâmica de John Ford, um travelling de Hitchcock, a desdramatização de um Michelangelo Antonioni e seu domínio da anti-narrativa, o cinema enquanto ensaio proposto por Godard, etc, é saber ver o cinema. O que significa dizer: é ter cultura cinematográfica.

André Setaro é crítico de Cinema e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.


Agradecemos o professor André que muito gentil,  enviou este artigo especialmente para nosso Blog.


Gostou do artigo ? AQUI TEM MUITO MAIS



segunda-feira, 30 de maio de 2011

E por falar no André Setaro !

“Se o cinema na Bahia não existisse, Roberto Pires o teria inventado”

O genial cineasta Roberto Pires

“Se o cinema na Bahia não existisse, Roberto Pires o teria inventado”, escreveu Glauber Rocha.

Navegando pelo Blog do Cineclube Roberto Pires, tivemos conhecimento que o filme CÉSIO 137, do cineasta baiano Roberto Pires, foi exibido no Uranium Film Festival, primeiro festival internacional de filmes sobre a energia nuclear. A apresentação foi  no Bairro Santa Teresa, Rio de Janeiro no dia 22 de maio.
Roberto Pires é um cineasta  essencial para a história  do cinema brasileiro. Sugerimos  a leitura do excelente artigo  de André Setaro, crítico de cinema e professor do Curso de Comunicação da UFBA. 

Conhecer melhor o Cinema Baiano, que  completou 100 anos em 2011, é uma tarefa de todo cineclubista.

Boa Leitura !

Restauração do filme Redenção, primeiro longrametragem produzido na Bahia

sexta-feira, 27 de maio de 2011

VIOLENTAMENTE PACÍFICO






POR UM MUNDO MELHOR, INSTRUMENTALIZADO NO BEM !


Dica do nosso companheiro Beto !

FUTURATEC: ACERVO DA TV FUTURA PARA EDUCADORES


O Futuratec é uma ferramenta que amplia o alcance da programação do Canal Futura e seu potencial para uso educativo. O Futura se propõe a ser um canal que, além de assistido, pode também ser utilizado em todo o Brasil por mobilizadores comunitários e instituições das mais diversas naturezas.
O Futuratec alia o potencial de distribuição de conteúdos pela Internet com o poder que a TV tem de atrair telespectadores. Os conteúdos são organizados por temas, facilitando a busca de programas a partir dos assuntos que você deseja abordar em suas atividades educativas.

MOSTRA ITINERANTE do IV FOR RAINBOW – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual



A MOSTRA ITINERANTE do IV FOR RAINBOW – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, acontecerá em 150 cineclubes de todo o Brasil, com filmes premiados e outros títulos exibidos nesta edição do festival. Estes filmes estarão concorrendo ao troféu Artur Guedes de Melhor Filme, selecionado por júri popular, em todas as localidades de exibição. A Mostra ocorrerá, seguidas de debates, no período de 24 a 30 de junho de 2011.
A Mostra Itinerante do IV For Rainbow será realizada em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes, dentro do programa “Mostra Cá que Eu Mostro Lá".
Os cineblubes que participarão da itinerância do For Rainbow serão selecionados por chamada pública. As inscrições serão feitas on line neste site. Serão selecionados 50 cineclubes cearenses e mais 100 dos outros estados brasileiros.
Estes cines receberão uma maleta artesanal com o “kit For Rainbow”, contendo um DVD com filmes de curta e média metragem exibidos durante o IV For Rainbow, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes.


MAIS INFORMAÇÕES, REGULAMENTO E FICHA DE INSCRIÇÃO !

O QUE É CINECLUBE ?

ENCERRADA A PRIMEIRA ETAPA DO PROJETO: CINEMA NEGRO EM FOCO, NO COLÉGIO CISO



Encerramos ontem, dia 25 a Mostra  no colégio Ciso.  A oficina de cineclubismo foi um bate papo agradavel sobre história do cinema, história do cineclubismo,  democratização da comunicação e do acesso às novas tecnologias, movimento cineclubista na Bahia e no Brasil e produção de curtas-metragem.


Tivemos a participação do nosso companheiro Luiz Carlos Jr, formando em Comunicação Social da UESC-Universidade Estadual de Santa Cruz, que contribuiu muito para enriquecer a oficina.


Percebemos o interesse por oficinas de produção de audiovisual, fica aí o desafio para o Cineclube Mocamba ! Um novo Projeto de Produção de Audiovisual.


 Estimamos que cerca de 700 pessoas assistiram a Mostra nos dois dias de apresentação. O Cineclube Mocamba provocou a garotada e também fomos provocados ! E nessa troca de experiências temos a certeza de que juntos abrimos uma janela para as possibilidades que o cinema pode trazer para a educação.
 Deixamos nosso abraço e agradecimento a todos que acreditaram no Projeto:  O Colégio CISO: a direção, coordenadores, professores e principalmente  dos alunos, FUNCEB-Fundação , ACAI- Ponto de Cultura, CRAD, OCA, Sindicato dos Comerciários, Luiz Carlos Jr, UCC-BA, CBC e aos companheiros do CINECLUBE MOCAMBA: Cláudio Lyrio, Jackson Santos, Janaina Nunes, Wando, Nágila Santos, Elaine Martins, José Roberto Oliveira, o Beto e Regina Florêncio

No encerramento das atividades homenageamos três grandes homens essênciais para a luta dos direitos dos negros no Brasil e defesa da cultura afrobrasileira: Abdias Nascimento, Grande Otelo e Mário Gusmão.

O Projeto segue pessoal ! Nos encontramos na próxima sessão !

VIVA O CINECLUBE ! VIVA O MOVIMENTO CINECLUBISTA !


Sonho que se sonha só

É só um sonho que se sonha só

Mas sonho que se sonha junto é realidade